inem_socorro_1
helder amaral 1
ABDL250618-WEB-87-1920x1280
herdade santiago
quartos apartamentos imobiliário viseu foto jc
arrendar casa

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25

Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…

14.08.25

Seguimos caminho por Guimarães, berço de Portugal e guardiã de memórias antigas….

07.08.25
tribunal_justica_2
Bruno Rocha 2025 Cinfães
jose laires
foto
miss teen
praia da carriça
Home » Notícias » Diário » Os incêndios, a preservação da área ardida e um curso que já formou mais de 400 especialistas

Os incêndios, a preservação da área ardida e um curso que já formou mais de 400 especialistas

pub
 Os incêndios, a preservação da área ardida e um curso que já formou mais de 400 especialistas - Jornal do Centro
18.05.24
fotografia: Jornal do Centro
partilhar
 Os incêndios, a preservação da área ardida e um curso que já formou mais de 400 especialistas - Jornal do Centro
18.05.24
Fotografia: Jornal do Centro
pub
 Os incêndios, a preservação da área ardida e um curso que já formou mais de 400 especialistas - Jornal do Centro

“Marcadores nos bolsos, pinças, luvas e joelho no chão” a partir daí é começar a investigar as causas do incêndio rural. Mas antes, há que chegar ao local, delimitar a zona onde se acredita ter começado a ignição e garantir que ninguém entra nesse perímetro. Depois, é preciso deixar arrefecer a área ardida, saber por onde entrar e, voltando ao início, “marcadores nos bolsos, pinças, luvas e joelho no chão”. Estas foram algumas das explicações que o formador da GNR deu recentemente aos 22 participantes do Curso de Investigação de Causas de Incêndio Florestal (CICIF), dinamizado pela força de segurança. Durante três semanas, as duas dezenas de militares e civis do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR e dois elementos das forças congéneres da Guardia Civil de Espanha integram o curso que contempla uma componente teórica e uma componente prática. Foi precisamente a componente prática que os jornalistas puderam assistir no início da semana. Numa zona florestal de Paradinha, no concelho de Viseu, com o auxílio dos Bombeiros Sapadores de Viseu, foi queimada uma área para que, numa espécie de contexto real, os formandos pudessem pôr em prática toda a teoria.

A recolha de provas para identificação das causas e possíveis autores do incêndio é um dos momentos determinantes para o sucesso da investigação. Para isso, é preciso chegar ao local o mais rápido possível e que se garanta a preservação da área ardida. Este ponto foi, aliás, um dos mais sublinhados durante a ação formativa.

“A preservação da área ardida é fundamental, por isso é que a colaboração com as equipas de bombeiros é muito importante, pois são eles que quase sempre chegam em primeiro lugar. E a eles, em ações de sensibilização, pedimos que quando se apercebam onde é o ponto de início não deixem de combater o incêndio, mas que preservem o mais possível o ponto de início, porque é lá que tudo aconteceu”, explicou o comandante do Comando Territorial de Viseu da GNR, tenente-coronel Adriano Resende. Segundo o militar, também a rapidez com que se chega ao local pode fazer a diferença nos resultados. “Não há uma causa efeito entre o início e o começo da investigação, mas quanto mais depressa chegarmos, melhor. E é isso que tentamos fazer, desde que há a notícia de que está a decorrer um incêndio agimos de forma a que a nossa equipa de investigação chegue o mais depressa possível, porque vai apanhar tudo o mais intacto possível, ainda com as coisas a acontecer e, eventualmente, com a presença de pessoas que possam contar-nos o que viram. Não quer dizer que não tenhamos sucesso passado algum tempo, porque os vestígios ficam, mas quanto mais cedo melhor, como em qualquer investigação que possamos fazer, seja num acidente ou numa ocorrência numa habitação”, frisou.

O comandante reconhece que este curso tem um papel muito importante, apesar de este ser um crime que “nem sempre é fácil a investigação”. “Até por força das condições atmosféricas, do combate que pode destruir um conjunto de vestígios, mas feito metodicamente como estão a aprender agora conseguimos chegar lá. Não temos 100 por cento de sucesso, mas temos uma percentagem considerável”, destacou.

Formandos vêm de todo o país e do estrangeiro
Na edição deste ano, a 20º, não há elementos do SEPNA de Viseu, até porque, garante o tenente-coronel Adriano Resende, “todos os que trabalham na valência têm este curso”. Há formandos de vários pontos do país, como Portalegre, de onde veio o 1º sargento Filipe Paulo. Segundo o militar, investigar causas de incêndio rural “é difícil”, mas o curso “começa a ser mais fácil”. “São muitos indicadores, são muitas coisas que temos que estar atentos, mas os instrutores são bons, já têm muitos anos de experiência e começa a ser fácil com a ajuda deles perceber o progresso do fogo e como é que chegamos aos pontos de início”, disse.

Filipe Paulo conta que está há vários anos no SEPNA, mas a formação tem-lhe dado uma perspetiva diferente. “Comecei por aprender com os mestres, mas quando vimos fazer o curso aprendemos sempre mais coisas, temos mais atenção a certos pormenores. Quando vamos para o terreno com alguém a pessoa não nos está a ensinar, está a fazer o trabalho, ainda que possamos ir verificando o que está a fazer e podemos fazer perguntas, mas aqui estamos atentos a todos os pormenores e quando não estamos eles próprios alertam-nos e isso vai fazer a diferença. Abre-nos os horizontes e percebermos melhor como é que o incêndio progride e como conseguimos chegar ao ponto de início”, admite.

Já os elementos da Guardia Civil de Espanha, Cabanilhas Flores, de Badajoz, e o cabo 1º Da Paz, de Madrid, destacam o “profissionalismo” e “alto nível na investigação de incêndios florestais” da GNR.

“[O curso] É muito interessante e nós tínhamos muita vontade de fazer esta formação com os nossos colegas da GNR. Estamos muito confiantes no seu profissionalismo. Temos a certeza que Portugal tem um alto nível na investigação de incêndios florestais e, por isso, estamos muito contentes com a formação que estamos a fazer”, destacam.

Questionados se os procedimentos diferem nos dois países, os militares espanhóis garantem que “as formas de investigação são parecidas, mas o protocolo é diferente, é mais tranquilo e olha mais para algumas coisas”.

O curso e as mais de 400 pessoas formadas
Quando esta edição do Curso de Investigação de Causas de Incêndio Florestal terminar, a GNR já formou 449 elementos. Destes, 15 são de forças congéneres estrangeiras, como os Carabineiros do Chile, a Guardia Civil de Espanha ou os Carabineiros de Itália. Um curso que ganhou mais força depois dos trágicos incêndios de 2017 [ver entrevista]. Além dos formadores, que também chegam de vários pontos do país, o curso tem a participação de outras entidades, como os bombeiros, que apoiam nas ações práticas, um magistrado que dá uma ação sobre legislação ou elementos da Polícia Judiciária. O curso tem uma duração de três semanas e é composto por uma componente teórica, associada aos próprios combustíveis, tipo de combustíveis, como reagem ao fogo, se ardem ou não com facilidade. E uma componente prática, para perceber como é que o incêndio se propaga, que vestígios deixa e o que é que esses vestígios dizem.

pub
 Os incêndios, a preservação da área ardida e um curso que já formou mais de 400 especialistas - Jornal do Centro

Outras notícias

pub
 Os incêndios, a preservação da área ardida e um curso que já formou mais de 400 especialistas - Jornal do Centro

Notícias relacionadas

Procurar