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Páscoa comprometida, mas há operadores turísticos otimistas

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 Páscoa comprometida, mas há operadores turísticos otimistas - Jornal do Centro
26.03.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Páscoa comprometida, mas há operadores turísticos otimistas - Jornal do Centro
26.03.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Páscoa comprometida, mas há operadores turísticos otimistas - Jornal do Centro

Para uns, a época festiva da Páscoa está dada como perdida, mas para outros a esperança em conseguir bons resultados ainda se mantém, apesar das contrariedades resultantes da pandemia da Covid-19.

Apesar das expetativas menos boas para as festividades religiosas, quase todos acreditam que o pós-confinamento será obviamente muito mais positivo para o sector hoteleiro e do alojamento local e do turismo rural.

O administrador da Visabeira Turismo, Jorge Costa, começa por admitir que esta Páscoa é uma época com muitos condicionalismos devido à proibição de circulação entre concelhos, com a restauração fechada, mas lembra qie, por exemplo, o Montebelo Aguieira e o Lisbon Down Town, apesar de tere cozinha, “não perspetivamos uma grande taxa de ocupação hoteleira”.

“Julgo que se andarmos por números como 20 a 30%, já serão muito positivos. Estamos a contar, essencialmente, com pessoas que se deslocaram antes de quinta-feira. Com este cenário, é quase impossível conseguir uma boa taxa de ocupação”, enfatiza Jorge Costa.

O administrador da Visabeira Turismo acredita que no pós-confinamento, em especial no próximo verão, a procura será mais positiva. “Estamos a preparar já uma plano de verão. Esperamos também avançar com alguns programas,que têm a duração de dois dias, como é o caso do “Best Of” que pretende que o Montebelo possa oferecer aos seus clientes o melhor da Região Centro, como o “Best Of” da gastronomia; o “Best Of” família e o “Best Of” desporto. São programas que vamos lançar também para estimular a permanência dos visitantes, vamos também surpreender ainda mais os nossos clientes com algumas obras que estamos aproveitar para fazer nas nossas unidades e que, seguramente, vão tornar ainda mais e melhor a oferta”, reforça.

Já a diretora-adjunta do Hotel Wine House/Quinta da Pacheca, em Lamego, Sandra Dias reconhece que a Páscoa “está comprometida”, apesar de perspetivar “uma ocupação que pode chegar aos 50 por cento”.

“Numa época normal teríamos uma taxa de ocupação fortíssima, o que não é o caso. De qualquer forma, somos agradecidos por aquilo que temos e achamos que é uma boa ocupação para a época em que vivemos”, frisa a diretora-adjunta.

Sandra Dias acrescenta ainda que apesar da pandemia e dos sucessivos estados de emergência que foram decretados o estabelecimento praticamente nunca encerrou.“O único período em que efetivamente encerrámos foi o ano passado no primeiro confinamento, ali em meados de março e no mês de abril, reabrimos depois em maio de 2020”.

“Desde então, nunca mais encerrámos. Nós temos verificado agora, nesta época, que ao fim-de-semana temos trabalhado, não posso dizer bem, mas, relativamente bem. Estamos a falar de uma taxa de ocupação, ao fim-de semana, entre os 30 e os 40%, durante a semana, claro que baixa, para os 15 ou para os 20%, pelo menos, algumas vezes, depende muito como as pessoas se movimentam” refere.

Sandra Dias, acredita que os próximos dias, principalmente depois do pós-confinamento e em especial no verão, que a ocupação vai melhorar bastante e com bons níveis de procura” reforça.

Por sua vez, o diretor operacional do alojamento local “Mimosa Village” (em Falgaroso da Serra), concelho de Mortágua, Hélder Jorge admite que a Páscoa está comprometida, mas já tem muitas reservas para o mês de abril.

“Nós tentamos fazer todo um tipo de publicidade e toda uma instigação junto da população, especialmente junto dos clientes portugueses, para que nos visitem, isso tem sido feito e reconhecido. Estamos, neste momento, a tornear um pouco essa situação, ou seja, publicitámos nas redes sociais que oferecemos aos nossos visitantes a saída de domingo para segunda-feira, grátis, de forma a que não comprometa todo um transtorno de infringir regras e de serem apanhadas na estrada a um domingo”, relata.

“Mas estamos de facto expectantes que as coisas vão correr bem, mas com o mercado nacional”, sustenta ainda Hélder Jorge.

“Nós estamos preparados porque o “Mimosa Village” funciona de uma forma independente, nós temos as nossas casas independentes, as pessoas sentem-se em segurança, nas suas área habitacionais e, como tal, torna-nos muito mais seguro dizer que podemos receber cada uma das pessoas, cada um dos hóspedes”, conclui.

Por Gandufe, concelho de Mangualde, reina um clima mais otimista em relação à Páscoa e com boas perspetivas de ocupação em termos de alojamento local, como diz a diretora-operacional da Quinta Pedagógica e Casa Rural das Palmeiras. Joana Travessas conta que chegou a ter algumas reservas de turistas espanhóis que, depois de canceladas, imediatamente “foram repostas por hóspedes nacionais”.

Joana Travessas revela que têm estado abertos “para operadores da área da saúde, por exemplo, ou pessoas que queiram vir em teletrabalho, que é o que tem acontecido, com alguma frequência”.

“Temos mantido a ocupação a um nível bastante satisfatório e a Páscoa, no nosso caso, não está comprometida. Consideramos que de acordo com as pesquisas e a procura que tem tido a Casa das Palmeiras que vai ser um crescendo, até ao verão”, deseja a diretora-operacional da Quinta Pedagógica.

Menos otimista está o vice-presidente da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e administrador do Hotel Avenida, em Viseu. Jorge Loureiro assume que a expectativa de ocupação no sector do alojamento hoteleiro e local “não é nenhuma”.

“As pessoas não podendo movimentar-se de um lado para o outro, deixa de haver atividade de alojamento e nessa perspetiva não há nenhum bom indicador para se fazer negócio. É bom saber, também, que na região a grande maioria dos hotéis está encerrada e, assim, se irá manter, tanto quanto sabemos no período da Páscoa. Portanto, é mais uma Páscoa, absolutamente perdida” admite, Jorge Loureiro.

O vice-presidente da AHRESP, ainda assim, está mais convicto que o pós-confinamento e o verão que se avizinha “vão trazer mais esperança para o sector, e para os que conseguirem sobreviver ao impacto negativo da Covid-19”.

“Não vamos ter uns verões como tínhamos em 2018 e 2019, isso não, porque vai demorar mais dois ou três anos até isso acontecer, mas a expectativa é que possamos ter já alguma coisa em julho, agosto, setembro… quanto mais tempo andarmos para a frente, mais a vacinação contra a Covid-19 trará resultados positivos e poderemos ter aqui um horizonte mais positivo para o setor”.

“A nossa preocupação central é como é que vamos lá chegar, em que condições empresariais lá vamos chegar, para aqueles que vão conseguir abrir portas”, remata Jorge Loureiro, vice-presidente da AHRESP e administrador do hotel Avenida, em Viseu.

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