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Paulo Sousa, um filho de Viseu que voa agora para o Rio de Janeiro

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 Paulo Sousa, um filho de Viseu que voa agora para o Rio de Janeiro - Jornal do Centro
31.12.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Paulo Sousa, um filho de Viseu que voa agora para o Rio de Janeiro - Jornal do Centro
31.12.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Paulo Sousa, um filho de Viseu que voa agora para o Rio de Janeiro - Jornal do Centro

Um filho da terra a voar para o Rio de Janeiro. É como Carlos Pinto, atual presidente do Viseu e Benfica que jogou com Paulo Sousa nas camadas jovens do Repesenses e Fausto Formoso, amigo de longa data do treinador português, veem o salto que o treinador natural de Viseu dá na carreira.

Paulo Sousa orientava até à passada quarta-feira, 29 de dezembro, a seleção da Polónia e, até ao convite do Flamengo, preparava ao detalhe o ‘playoff’ que a equipa polaca terá de jogar rumo ao Mundial do Catar de 2022.

De um miúdo que já dava nas vistas, a um amigo que se guarda no coração
De Paulo Sousa ainda jovem lembra-se Carlos Pinto muito bem. “Joguei com ele muito jovem. Teria ele 13, 14, 15 anos. Talvez até aos 16 anos, porque ele foi muito jovem para o Benfica. Era um moço que se dava bem com toda a gente. Diria que era uma criança normal, com uma alegria enorme de querer jogar futebol. Ele era um ano mais novo do que o escalão em que eu jogava, mas ele já jogava connosco e já dava nas vistas”, lembra o atual presidente do Viseu e Benfica.

Se Carlos Pinto recorda o Paulo Sousa bem jovem, Fausto Formoso é amigo de sempre do internacional português. Paulo Sousa é referido por Fausto Formoso, como alguém que se guarda no coração e que não se esquece dos amigos. E até a ver futebol é alguém que é bom ter ao lado… “É mil por centro correto. É muito tranquilo e racional a ver futebol, não é muito expansivo”, conta o amigo.

Marca dourada na história da Champions
De um trajeto como jogador que inclui passagens pelo Benfica e pelo Sporting, destaque para a conquista de duas Ligas dos Campeões consecutivas por dois clubes diferentes. Paulo Sousa atingiu essa marca vencendo a “orelhuda” pela Juventus em 1996 e pelo Dortmund, em 1997. Foi o primeiro português a conseguir este recorde.

Como treinador, Paulo Sousa começou por orientar as camadas jovens da seleção portuguesa. Treinou os sub16 da equipa das Quinas. Depois conquistou títulos em alguns países por onde passou. Venceu a Taça e a Supertaça da Hungria ao serviço do Videoton FC, a Liga e a Taça de Israel pelo Maccabi Tel Aviv e a liga suíça ao comando do Basileia. Teve ainda uma experiência em Inglaterra onde treinou o Leicester sem qualquer “caneco” levantado.

“Trabalhou muito para chegar aqui”, refere antigo colega de equipa
Numa análise ao percurso do português, Carlos Pinto defende que Paulo Sousa trabalhou muito para ganhar o que ganhou. “O Paulo era um miúdo irreverente e simples. De um momento para o outro aparece-nos uma pessoa extremamente culta em todos os aspetos. As pessoas que conheceram o Paulo sabem que ele se aplicou para ser o que é hoje. Mesmo não estando com ele, não tenho dúvidas nenhumas disso”, assinala.

“Trajeto dele não vai ficar por aqui”, diz, confiante amigo de sempre
Fausto Formoso concorda e diz sentir um orgulho imenso do passo que o amigo agora dá ao ir treinar o Flamengo. “Além de amigo, é uma pessoa da nossa terra que nos defendemos até à exaustão. É um orgulho enorme vermos uma pessoa que conhecemos desde criança a ter um trajeto fantástico. E não vai ficar por aqui. É um verdadeiro líder e auguro-lhe imenso sucesso, como até agora tem tido”, prevê o amigo.

Nisto, amigo e antigo companheiro de equipa nas camadas jovens do Repeses estão de acordo. “Hoje o Paulo Sousa é dos melhores treinadores portugueses, não tenho dúvidas disso. Tem feito trabalhos fantásticos. Tem subido a pulso. Começou de baixo e conquistou o espaço dele. E tenho a certeza de que terá sucesso no Flamengo. Ele estuda e aplica-se e não deixará fugir mais esta oportunidade”, diz, confiante, Carlos Pinto.

Sem falar com Paulo Sousa há alguns anos, o líder do Viseu e Benfica garante que tem seguido com muita atenção a carreira de Paulo Sousa. “Estive com ele há muitos anos. Ele ainda jogava no Benfica. Encontrámo-nos cá em Viseu e falámos. Nunca mais o vi, mas sigo muito de perto a carreira dele. Para além de ser viseense é alguém com quem privei. Estou muito satisfeito”, afirma Carlos Pinto.

Passou nos dois velhos rivais de Lisboa, mas de qual clube é Paulo Sousa?
A propósito de Benfica, Paulo Sousa jogou na Luz e trocou os encarnados pelo velho rival de Alvalade. Afinal, de que clube é Paulo Sousa? “A primeira coisa que ele fez quando assinou pelo Sporting do Sousa Cintra foi vir ver os pais e vir ter comigo. Eu estava a beber uma garrafa de espumante. Ele apareceu lá com uma mota, na altura ainda era pobre… Foi-me lá dar um abraço porque sabia que eu era sportinguista. Foi um gosto enorme. Acompanhei aqueles quinze dias em que ele andou fugido na altura. Nessa fase liguei para ele. E acabou por vir a minha casa para me dizer que tinha concretizado o meu sonho de vê-lo jogar no futebol”, lembra Fausto Formoso. E à pergunta que vale ouro, sobre qual o clube de Paulo Sousa, o amigo guarda o segredo a sete chaves. “É pá, eu não posso contar essas coisas, estou proibido”, diz no meio de uma gargalhada.

Ficava frustrado quando não era titular
Paulo Sousa convidou Fausto a ir ver o Benfica à Luz, no primeiro jogo que fez com o Benfica, como sénior. “O treinador do Benfica era o Erickson. E o Paulo ficou no banco. Fui com o pai dele ver o jogo. Ele obrigava-me a ir… No fim do jogo disse-lhe que tinha sido bom, que até tinha entrado no jogo. Disse-me logo depois: “Tu és parvo? Eu convidei-te porque queria ser titular! Estou aqui nervoso. Para a semana eu meto as caneleiras e eu sou titular indiscutível desta equipa”, destaca Fausto Formoso, reforçando que “ele tem uma crença enorme nele próprio”.

Equipa de Sousa ganhou a jogadores três anos mais velhos no Liceu de Viseu
Das histórias mais antigas do baú de Paulo Sousa, Fausto Formoso lembra uma no Liceu. “Havia uma equipa de nono ano e outra de décimo segundo. Os do décimo segundo tinha vários jogadores e a do nono só tinham quatro. Estava lá o Paulo Sousa e eu era o árbitro e disse aos do nono ano: “Olhem, está ali um miúdo, se quiserem ele joga por vocês”. Eles disseram que sim. Conclusão, o puto jogou pelo nono ano e ganharam ao décimo segundo, marcou os golos todos…”, recorda, com saudade.

Carlos Pinto e Fausto Formoso estão de acordo num detalhe. Paulo Sousa tem de adaptar-se à “torcida” do Flamengo para criar uma ligação com os adeptos de um dos clubes com maior falange de apoio do país irmão. Sousa começa a 10 de janeiro no clube carioca. É uma página, uma nova página escrita na carreira do treinador que um dia Viseu viu nascer.

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