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A uma semana do 13 de maio, há grupos de peregrinos da região de Viseu que não vão deslocar-se a pé até Fátima pelo segundo ano consecutivo por causa da Covid-19.
A peregrinação costumava juntar vários grupos de peregrinos de todo o país em torno da devoção a Nossa Senhora da Fátima no santuário da Cova da Iria. Ainda assim, as celebrações vão avançar, sendo que só podem entrar 7.500 peregrinos.
A Associação de Peregrinos de Nandufe, em Tondela, costumava mobilizar todos os anos várias pessoas do concelho para a sua peregrinação. Nuno Ferreira, dirigente da associação, assume que não estão reunidas as condições para o grupo se pôr de novo à estrada este ano.
“Não vamos porque, além de estarmos em pandemia, nós somos muita gente e não podemos levar grupos. Então, não vamos arriscar. Também não fizemos no ano passado. Ainda não temos a certeza como isto está e ainda não sabemos como vai ser nessa altura”, justifica.
A Associação de Peregrinos de Nandufe tem sido contactada por algumas pessoas que querem cumprir promessas e deslocar-se a pé para o Santuário de Fátima. Nuno Ferreira adianta que já está a ser estudada a possibilidade de se realizar a peregrinação em 2022, caso a pandemia esteja ultrapassada.
Mas também admite que já se sente falta de ir a Fátima.“Íamos ver se conseguimos voltar para a estrada no próximo ano porque já são dois anos seguidos que não fazemos e queremos ver se retomávamos a nossa peregrinação”, adianta.
“Vamos aguardar mais um ano para não darmos cabo do que estamos a tentar compor no país. As coisas estão a encaminhar-se e não vamos deitar tudo por terra”, conclui.
Também o grupo de peregrinos da Paróquia de Nossa Senhora do Viso, em Viseu, volta a não ir a Fátima a pé por causa da pandemia. A última peregrinação realizada foi em 2019. Entre os peregrinos sente-se um “vazio imenso”, assume Fátima Eusébio, uma das responsáveis.
“A peregrinação é mais do que uma simples chegada a Fátima. Temos várias pessoas no grupo e esta é quase uma terapia anual que eles fazem com esta peregrinação, que fez muita falta no ano passado e que, para já, também está a fazer muita falta este ano”, diz.
Este grupo conta com aproximadamente 35 peregrinos mais a equipa de apoio. As peregrinações organizadas pela Paróquia do Viso começaram em 2014.
Fátima Eusébio admite que, com a pandemia, ainda não é seguro para seguir viagem agora. “Avaliadas as condições, resolvemos não realizar não só por causa da proximidade durante a caminhada mas também durante as dormidas, porque dormimos muito próximos em corporações de bombeiros e associações”, refere.
Mesmo assim, acredita que, com o melhorar da situação pandémica, é possível voltar a ir a Fátima a pé em outubro, altura em que se realiza mais uma peregrinação internacional.
Entretanto, em comunicado, o Santuário de Fátima garantiu o acolhimento dos peregrinos para o 13 de maio “em total segurança, prosseguindo a aplicação das regras em vigor neste contexto de pandemia”. Em todas as celebrações, será obrigatório o uso da máscara, o distanciamento físico e a higienização das mãos.
A direção do Santuário apelou aos peregrinos que “possam corresponder às exigências do atual momento que, apesar de ser melhor, ainda não oferece garantias para Fátima acolher sem reservas e precauções todos os peregrinos que habitualmente se deslocam à Cova da Iria nesta data, provenientes de todos os lugares do mundo”.
As entradas no recinto serão feitas por oito portas, devidamente assinaladas, nos lados norte e sul do Santuário. Nas entradas estarão acolhedores, com dispensadores de álcool gel, que indicarão os lugares para onde deverão seguir os peregrinos, que se devem manter no mesmo sítio durante as celebrações. Os espaços ao longo do Recinto estão assinalados por círculos e em cada um poderão ficar apenas peregrinos que pertençam ao mesmo agregado.
As zonas da Capelinha das Aparições e do queimador das velas estarão vedadas.