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A GNR já deteve este ano seis pessoas por furto de pinhas na região de Viseu, quando tinha apanhado apenas uma no ano passado.
Nesta época natalícia, o preço do pinhão tem atingido valores elevados o que o torna apetecível para situações de furto. E houve mesmo empresas do setor que já foram assaltadas.
O relações públicas da GNR de Viseu, tenente-coronel Adriano Resende, revela que o pinhão “chega a ultrapassar os 100 euros por quilo” no mercado.
“Por isso, efetivamente neste período é propício haver situações de furto na apanha da pinha, do pinheiro manso e do pinhão”, diz o militar em declarações ao Jornal do Centro.
Adriano Resende lembra que a apanha das pinhas só é permitida entre dezembro e março. Fora deste período, quem as apanhar pode ser multado, acrescenta o relações públicas da Guarda.
A força policial garante que está atenta aos furtos destas espécies sobretudo durante a operação Campo Seguro, que “acaba por direcionar para determinados tipos de bens como a cortiça, a azeitona e, aqui em Viseu, a pinha, o pinheiro manso e o respetivo pinhão”, diz Adriano Resende.
O tenente-coronel assegura que a GNR vai continuar no terreno “para sensibilizar, fiscalizar e tentar detetar situações semelhantes de furto”.
Há mais produção este ano em Carregal do Sal
No distrito, um dos concelhos que mais aposta em pinhas é Carregal do Sal. Lá, Margarida Dias tem uma empresa que comercializa pinhas há mais de 30 anos.
A empresária revela ao Jornal do Centro que, este ano, há mais produção na zona. Mesmo assim, lembra que a produção tem sido cada vez menor nos últimos anos.
“Este ano há um bocadinho mais do que no ano passado, mas ainda é uma produção muito fraca. E aparecem algumas pinhas estragadas devido a problemas sanitários, mas o pinhão está bom”, explica.
Margarida Dias acrescenta que, em Carregal, o pinhão “já descascadinho” custa à volta dos 80 euros por quilo e que compra a pinha ao preço de um euro por cada quilo.
“Compro aos produtores e a outros que vão apanhar porque há muitos produtores que têm o produto e não têm pernas para irem aos pinheiros. Então vão os apanhadores que apanham e às vezes falam com o dono”, diz, acrescentando que esta é uma atividade compensadora.
Margarida Dias conta que todo o cuidado é pouco quando há assaltos e revela que a própria empresa já foi assaltada várias vezes.
“É claro que os produtores têm de estar atentos por causa dos assaltos. Sempre houve e já fomos assaltados várias vezes. Houve até um caso em que fomos a Tribunal porque soubemos quem foi o assaltante”, conclui.