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O Instituto Politécnico de Viseu (IPV) lamentou a morte de Jorge Coelho, que morreu na última quarta-feira (7 de abril).
O histórico socialista, ex-ministro e empresário era membro do Conselho Geral da instituição de ensino superior. Em comunicado, o presidente do IPV, João Monney Paiva, e o presidente do Conselho Geral do IPV, António Correia de Campos, dizem que a “perda súbita” de Jorge Coelho “deixa o país mais pobre”.
“Não foi apenas o político hábil e frontal, pleno de energia e otimismo, dotado de infatigável espírito mobilizador. Foi também o comentador arguto e sempre fraterno e bem-humorado, fiel aos amigos, cordato com os adversários, respeitador dos discordantes. Foi também um gestor de empresas dotado de elevada capacidade agregadora. Foi ainda e sempre um democrata retintamente beirão que adorava as origens e nelas investiu o que ganhava”, pode ler-se na nota.
Acrescenta-se ainda que Jorge Coelho, ao aceitar a condição de membro do Conselho Geral, aceitou-a “sem reservas nem desculpas, no cumprimento do que entendia ser uma obrigação, para que a sua presença ajudasse a ligação entre conhecimento e desenvolvimento, entre Viseu e os concelhos do Distrito, entre o mundo empresarial e os académicos”.
“O IPV perde um conselheiro, um catalisador de energias, um amigo desinteressado do poder, consciente das responsabilidades do seu passado de sucesso, para com a Região que o viu nascer e a quem devotava inigualável afeto”, remata o comunicado que foi emitido por João Luís Monney Paiva e Correia de Campos.
Natural da região de Viseu, Jorge Coelho morreu aos 66 anos vítima de um ataque cardíaco fulminante quando se encontrava na Figueira da Foz.
Jorge Coelho foi ministro de três pastas nos governos de António Guterres: ministro Adjunto, ministro da Administração Interna e ministro da Presidência e do Equipamento Social.
A partir de 1992, com Guterres na liderança do PS, Jorge Coelho foi secretário nacional para a organização, contribuindo para a vitória eleitoral dos socialistas nas legislativas de outubro de 1995.
Jorge Coelho era ainda presidente da Assembleia Geral da Associação Empresarial da Região de Viseu. Estava ligado ao mundo empresarial e era proprietário de uma queijaria em Mangualde. Em 2006, renunciou ao mandato de deputado no Parlamento e abandonou todos os cargos partidários para se dedicar à gestão de empresas. Foi ainda um dos comentadores do programa Conversa Central no Jornal do Centro.