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Por causa da Ponte de Prime, há quem defenda fim de portagens em pórtico da A25

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 Por causa da Ponte de Prime, há quem defenda fim de portagens em pórtico da A25 - Jornal do Centro
10.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Por causa da Ponte de Prime, há quem defenda fim de portagens em pórtico da A25 - Jornal do Centro
10.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Por causa da Ponte de Prime, há quem defenda fim de portagens em pórtico da A25 - Jornal do Centro

O Bloco de Esquerda exige o fim da cobrança de portagens no pórtico de Fagilde da A25.

Segundo os bloquistas, a abolição deve vigorar enquanto estiver encerrada para obras a Ponte de Prime, no concelho de Viseu.

A ponte, situada na antiga Estrada Nacional 16, está a sofrer uma intervenção que tem levado várias pessoas a ter de circular a A25 como alternativa. Caso contrário, os condutores terão de fazer um desvio de mais de 25 quilómetros.

Célia Rodrigues, da distrital do Bloco, defende que as autarquias de Viseu e de Mangualde devem solicitar o fim das cobranças enquanto a ponte estiver fechada.

“Entendemos que, estando cortada a circulação na Nacional 16, devem ser isentadas as portagens no pórtico de Fagilde”, diz, lembrando que houve uma situação semelhante ocorrida em 2019, na Nacional 2 em Castro Daire, “quando a estrada esteve cortada por causa da tempestade Elsa”.

A bloquista pede “uma solução simples, fácil e desburocratizada” que beneficie os utilizadores do pórtico da A25.

A Câmara de Viseu já garantiu que irá pagar as portagens à população de Povolide que tenha de se deslocar à A25 para ir trabalhar. Mas o Bloco de Esquerda considera que não é uma boa solução, até porque, diz Célia Rodrigues, há mais utilizadores que têm de ir à autoestrada.

“Há mais pessoas que precisam de usar aquela estrada para irem trabalhar e não conseguem ter alternativa, mesmo sendo de outras localidades. Portanto, o que seria justo era isentar o pórtico só para as pessoas que apenas o utilizam, uma vez que não só são as pessoas de Povolide que utilizam a Ponte de Prime”, conclui.

As obras decorrem na Ponte pelo facto de este já apresentar deficiências no seu estado, tendo obrigado a um corte total da via.

A requalificação esteve prevista para avançar já no ano passado, mas tal não foi possível devido ao caudal do rio Dão.

A população não está contra as obras, que diz serem necessárias, mas lamenta que o tempo de execução seja “demasiado grande”. Os populares receiam que venha ainda a ser maior porque, desde que foi dado início aos trabalhos, “poucos são os dias em que alguém aqui anda a trabalhar”, dizem.

Na semana passada, foi criado um corredor para passeios a pé após reclamações dos populares de que não podiam passar de um lado para o outro na ponte.

As obras arrancaram na última semana de janeiro, com um prazo de execução previsto de 90 dias.

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