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Viseu acolhe, no dia 28 de outubro, o encontro “Viseu Plural: Do preconceito à participação”, uma iniciativa promovida pelo projeto CLDS 5G Viseu Plural, coordenado pelas Obras Sociais de Viseu, que pretende debater formas de combater a discriminação e promover a igualdade de oportunidades.
O encontro decorre no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu (ESTGV) e reúne diferentes perspetivas sobre os obstáculos à inclusão social e profissional, procurando identificar respostas concretas para uma sociedade mais justa e igualitária.
O programa está organizado em dois painéis temáticos, dedicados ao preconceito e à discriminação, durante a manhã, e à inclusão profissional, durante a tarde.
Os trabalhos começam às 09:30, com a receção dos participantes, seguindo-se, às 10:00, a sessão de abertura. Meia hora depois, tem início o primeiro painel, subordinado ao tema “Preconceito e discriminação: reconhecer barreiras”.
O preconceito algorítmico, com uma intervenção de Gonçalo Mota, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu e do Centro de Investigação em Justiça e Governação (JUSGOV), abre as apresentações temáticas, às 10:30.
Seguem-se, às 11:00, uma abordagem ao capacitismo e às barreiras à inclusão, a cargo da associação cultural Grito Livre, e, às 11:30, uma reflexão sobre o idadismo e os estereótipos associados à idade, por José Carreira-Stopidadismo, das Obras Sociais de Viseu.
A manhã termina com um debate sobre a localização das barreiras à igualdade e à participação, entre as 12:00 e as 12:30.
Da parte da tarde, entre as 14:30 e as 17:00, o segundo painel será dedicado à “Inclusão profissional: da oportunidade à participação”.
O programa começa com a apresentação do Programa Incorpora, por Nuno Paixão, coordenador territorial do Grupo Centro do programa, seguindo-se, às 15:00, um testemunho na primeira pessoa sobre inclusão profissional.
Às 15:30, Sara Martins e Joana Teixeira, do Centro de Formação Profissional de Viseu (CFP Viseu), apresentam boas práticas de inclusão profissional. Uma hora depois, Rosa Silva, do Instituto do Emprego e Formação Profissional de Viseu, aborda o papel das políticas públicas nesta área.
O encontro termina com um debate sobre os desafios que persistem na inclusão profissional e as mudanças necessárias para garantir oportunidades efetivas de acesso ao emprego.
“O idadismo, em particular, constitui uma das dimensões em análise, numa reflexão sobre os estereótipos que continuam a limitar oportunidades tanto para os mais jovens como para os mais velhos”, refere o promotor.
Com esta iniciativa, o CLDS 5G Viseu Plural pretende aproximar instituições, agentes locais e sociedade civil, promovendo a partilha de experiências e o desenvolvimento de práticas que contribuam para uma comunidade mais inclusiva. “Num contexto em que persistem formas tradicionais de exclusão e surgem novas barreiras associadas à utilização das tecnologias, a iniciativa propõe uma reflexão sobre o impacto dos preconceitos na vida das pessoas, desde a discriminação em função da idade ou da deficiência até aos riscos de sistemas automatizados que podem reproduzir desigualdades”.