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Delegado à mesa de voto consulta a lista de eleitores para a Câmara Municipal do Porto, 12 de outubro de 2025. Decorrem este domingo as eleições autárquicas em Portugal onde mais de 9,3 milhões de eleitores podem votar. Os eleitores vão escolher os órgãos dirigentes das 308 Câmaras Municipais, 308 Assembleias Municipais e 3.221 Assembleias de Freguesia, pelo que há três boletins de voto. MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA
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Five people in a formal ceremony pose on a stage; two men in suits hold framed certificates while the other three stand nearby, smiling.
Male singer on stage performing to a packed crowd raising hands under purple lighting.
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Home » Notícias » Diário » Vereadora do PS vota contra estratégia para a economia da defesa na região Viseu Dão Lafões

Vereadora do PS vota contra estratégia para a economia da defesa na região Viseu Dão Lafões

Catarina Meneses (Vouzela) manifesta reservas quanto à orientação estratégica proposta pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões

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23.10.26
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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Smiling woman in a light blue blazer and blue floral blouse posing against a neutral gray backdrop.

A vereadora do Partido Socialista (PS) na Câmara Municipal de Vouzela, Catarina Meneses, votou contra o protocolo da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões para a elaboração de uma Estratégia para a Economia da Defesa, considerando que a iniciativa representa uma opção política com consequências duradouras para o futuro da região.

O protocolo prevê um investimento de 60 mil euros, a repartir pelos 14 municípios que integram a comunidade intermunicipal, para a elaboração de um estudo destinado a preparar esta vertente da estratégia territorial para o período de 2027 a 2030.

Catarina Meneses manifesta reservas quanto à orientação estratégica proposta, nomeadamente à possibilidade de a região direcionar parte da sua capacidade industrial, académica e formativa para o setor da defesa, incluindo áreas como a produção de munições, drones, armamento, software e outros equipamentos militares.

“A Estratégia para a Economia da Defesa não constitui apenas um documento técnico, podendo representar uma opção política com consequências duradouras”, defende a vereadora socialista, citada em comunicado enviado sobre a matéria.

Entre as preocupações apontadas estão os potenciais impactos ambientais e sociais de uma aposta na indústria militar, designadamente a pegada de carbono associada ao setor, os riscos decorrentes da concentração da atividade industrial nesta área e a possibilidade de serem desviados recursos de domínios considerados essenciais, como a Saúde e a Educação.

A eleita do PS questiona também as prioridades financeiras da iniciativa, comparando os 60 mil euros previstos para a elaboração do estudo com os 16.800 euros destinados ao apoio ao Banco Alimentar Contra a Fome, diferença que considera traduzir uma «evidente inversão de prioridades».

Embora reconheça que o desenvolvimento da economia da defesa pode gerar benefícios económicos e criar emprego, Catarina Meneses considera que essas oportunidades devem ser avaliadas em conjunto com as consequências a longo prazo para o território e para as gerações futuras.

A vereadora defende ainda que uma decisão desta dimensão deveria ter sido sujeita a discussão pública durante o período eleitoral autárquico, permitindo que as populações dos 14 municípios conhecessem as implicações da estratégia e participassem no debate sobre o modelo de desenvolvimento a seguir.

“Trata-se claramente de uma opção política e é no plano político que tem de ser discutida, de forma ampla e aberta”, sustenta.

Para Catarina Meneses, a definição da estratégia para a economia da defesa exige transparência, participação pública e ponderação das implicações éticas, ambientais e sociais, não devendo ser apresentada apenas como uma questão técnica ou de potencial crescimento económico.

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