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Prevenção de incêndios e combate ao despovoamento marcam abertura de seminário internacional

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 Prevenção de incêndios e combate ao despovoamento marcam abertura de seminário internacional - Jornal do Centro
30.03.23
fotografia: Jornal do Centro
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 Prevenção de incêndios e combate ao despovoamento marcam abertura de seminário internacional - Jornal do Centro
30.03.23
Fotografia: Jornal do Centro
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 Prevenção de incêndios e combate ao despovoamento marcam abertura de seminário internacional - Jornal do Centro

O trabalho desenvolvido e a desenvolver na prevenção de incêndios florestais e o combate ao despovoamento foram dois dos temas que marcaram a abertura do 3.º Seminário Internacional | LIFE Landscape Fire, que arrancou hoje e termina amanhã, em Viseu.

O evento, que acontece pela primeira vez de forma presencial, reúne diversos especialistas internacionais, com objetivo de promover o debate e a partilha de experiências sobre temas como a prevenção de incêndios florestais, conservação da biodiversidade e o aumento da resiliência florestal. A iniciativa é promovida pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões.

Na sessão de abertura, que aconteceu esta manhã, vários oradores destacaram a preocupação com o despovoamento do território. João Paulo Gouveia, vice-presidente da Câmara Municipal de Viseu, abriu a sessão destacando a urgência de políticas que não promovam o abandono do território.

“Estamos preocupados com a carta de perigosidade, porque é um apelo à desertificação, que tem sido crescente, com as constantes políticas de abandono do território. Urge uma política de descentralização e desconcentração dos serviços do Estado”, destacou.

João Paulo Gouveia sublinhou ainda a importância de iniciativas que tragam conhecimento para os territórios. “É bom para uma região, sobretudo uma região que se preocupa e Viseu tem feito o seu trabalho na área do ambiente, da limpeza da floresta e na criação de condições na área da proteção civil”, disse.

O vice-presidente e responsável pelouro da Proteção Civil na autarquia de Viseu, lembrou ainda o “forte investimento” que o município tem feito e deixou um alerta ao Governo, para que apoie os municípios nesta matéria.

“O Estado delega por competência e depois não coloque a mochila financeira para essa responsabilização que é dos municípios”, frisou.

Já Nuno Martinho, secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, lembrou o trabalho que tem sido desenvolvido a nível intermunicipal, destacando que “Viseu Dão Lafões é um farol para outras regiões do país, na forma como tem vindo a trabalhar no domínio da resiliência da floresta e da proteção civil intermunicipal”.

Nuno Martinho sublinhou ainda a importância de as regiões trabalharem em rede e parceria. “Este seminário de cariz internacional, que esperamos que promova um debate muito enriquecedor, também reflete a importância que o projeto europeu ‘LIFE Landscape Fire’ assume na nossa região, no país e em territórios vizinhos, na medida em que este foi o único projeto nacional aprovado nesta área temática a nível europeu, o que comprova sua qualidade”, disse.

O painel de abertura contou ainda com a presença de Manuel Moreno, da Mancomunidad Sierra de San Pedro (Espanha) um dos parceiros do projeto. A região espanhola é composta por nove municípios, com um total de 14 mil habitantes.

Manuel Moreno também destacou a desertificação, “um dos grandes problemas” daquela região. “Cada dia temos menos população e esse é um dos nossos problemas. Uma das coisas mais importantes que temos que trabalhar é tentar fixar população”, disse.

Segundo o responsável, a integração no projeto tem como objetivos “a prevenção dos incêndios e a consciencialização das pessoas”.

“Temos que adaptar o território às novas realidades, seja pela perda de população ou das alterações climáticas. Este projeto é fundamental para refletir e ver como podemos trabalhar no futuro para evitarmos o que nos aconteceu em 2004 [a região foi fustigada pelas chamas que tiveram início em Portugal e devastaram uma grande grande parte da serra]”, sublinhou, lembrando que “os incêndios florestais não conhecem fronteiras e, por isso, é preciso trabalhar em conjunto”.

O projeto conta ainda com a parceria do Instituto Politécnico de Viseu (IPV) e da Universidade de Extremadura.

José Costa, presidente do IPV, também destacou a perda populacional e o trabalho que tem sido desenvolvido pelo instituto em matéria de floresta.

“Temos perdido floresta e perdemos condições. Sem pessoas, sem vitalidade, sem contraditório é difícil. Temos que ser mais exigentes para podermos ter territórios que sejam povoados, precisamos de políticas públicas que nos permitam ter pessoas nos territórios e que nos ajudem a sustentar esses mesmos territórios. Precisamos de investimento, mas também precisamos de pessoas”, disse.

Já Pedro Fernández Salguero, reitor Universidade de Extremadura, frisou a importância destes eventos e do intercâmbio de conhecimento. “A interação de especialistas nestas temáticas garante o intercâmbio de conhecimento e a obtenção de conclusões que terão que ser tidas em conta pelas várias instituições e organizações. Este é um seminário de alto interesse para a nossa universidade”, finalizou.

Dois dias de muito debate
O primeiro dia, 30 de março, ficou marcado pela realização de dois painéis. O Painel 1 teve como tema “Propriedade Florestal no Século XXI”, sendo moderado por Hélder Viana, professor da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu. Miguel Freitas, Professor da Universidade do Algarve, foi o orador principal, num painel que teve também como participantes os portugueses Paulo Madeira, Coordenador-adjunto da eBUPi – Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificado; José Carlos Almeida, Presidente da Associação Turística e Agrícola da Serra da Arada e Pedro Gomes, Diretor da Federação Nacional dos Baldios, assim como os espanhóis Pedro Gracia Jiménez, da Associação Florestal de Sória; Antonio Mateos, da Associação para a Criação e Recuperação da Cabra Jurdana; e Óscar Conejero, Diretor da Associação dos Proprietários Florestais do Vale de Arrago.

O Painel 2 é dedicado ao tema “Serviços Ambientais vs Fogos Rurais”. Moderado por Emanuel Oliveira, consultor na área de Riscos Naturais e Fogos Florestais, tem como orador principal João Quadrado, da AGIF – Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais. Na mesa, ainda, participam Natividad Alviz, Presidente da Associação Mosaico Agrosilvopastoral (Espanha), Carlos Aguiar, Professor do Instituto Politécnico de Bragança e Elsa Varela, investigadora da Universidade de Goettingen.

A anteceder os dois painéis, a Sessão de Abertura juntou João Paulo Gouveia, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Viseu, José dos Santos Costa, Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Manuel Moreno, Administrador da Mancomunidade Sierra de San Pedro, e Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões. Foram ainda apresentadas mensagens remetidas por Fernandez Salgueiro, Reitor da Universidade da Extremadura, e Pedro Barco, Diretor Geral de Política Florestal da Junta de Extremadura.

O segundo dia do evento arranca com o Painel 3, dedicado à “Gestão da Paisagem”, que será moderado por Sebastian Hidalgo, da Universidade da Extremadura. José Gaspar, Professor da Universidade de Coimbra, será o orador principal, num painel que integra também Álvaro Gómez Nuñez, da Universidade da Extremadura, Tim Van der Schriek, do Instituto para a Investigação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável (Grécia), e os portugueses Fátima Bacharel, Diretora da Direção-Geral do Território e Francisco Rego, Coordenador do Centro de Ecologia Aplicada Professor Baeta Neves – Instituto Superior de Agronomia.

Antes das conclusões finais do Seminário, a cargo do Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho, haverá lugar à apresentação das principais ações desenvolvidas pelo projeto “LIFE Landscape Fire”, assim como dos seus resultados alcançados até à data.

Projeto europeu liderado pela CIM Viseu Dão Lafões
Lançado em 2019, o “LIFE Landscape Fire” visa proteger a biodiversidade e os ecossistemas, através da promoção de medidas de gestão de fogo eficazes na paisagem rural. Foi o único projeto português a ser aprovado pelo Programa Europeu “LIFE”, em Bruxelas, e é liderado pela CIM Viseu Dão Lafões desde o seu início. O projeto é desenvolvido em parceria com o Instituto Politécnico de Viseu, a Junta da Extremadura, a Mancomunidad Integral Sierra de San Pedro e a Universidade de Extremadura.

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