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Os professores da Secundária Alves Martins, a maior escola do distrito de Viseu, estão em greve esta terça-feira. Ao início da manhã cerca de 70 docentes e uma dezena de alunos manifestaram-se em protesto em frente ao portão do estabelecimento de ensino.
As palavras de ordem são as mesmas que têm sido “gritadas” nos protestos que nos últimos dias têm decorrido na região. “Está na hora de o ministro ir embora”, foi uma das frases mais repetidas pelos manifestantes, que empunhavam ainda vários cartazes.
“Escola Alves Martins a lutar pela educação” era a maior mensagem e que estava escrita numa tarja negra. Os cartazes continham ainda outras mensagens relacionadas com as lutas dos professores como: “Quem não luta pelo que quer, aceita o que vier”; “Respeito”; “Professores a lutar também estão a ensinar”; “Educação”; “Fim da norma travão”; “Avaliação justa e sem quotas”; “Educação de qualidade”; “Os professores estão a defender a educação”.
Tânia Costa, professora de Espanhol, há 20 anos, disse ao Jornal do Centro que a manifestação ocorrida à porta da Alves Martins é histórica.
“Nunca houve uma concentração de tantos professores, num gesto de união em frente ao portão. Estamos fartos de não ser valorizados e de o senhor ministro continuar a denegrir a nossa imagem na opinião pública, juntos dos encarregados de educação”, disse.
Pela contagem integral do tempo de serviço e pelo fim das quotas manifestou-se Martim Sousa, docente de Português há 34 anos.
Ana Barradas, professora de Artes Visuais há mais de duas décadas, também protestou para ver o seu tempo de serviço recuperado e pelo reposicionamento na carreira.
“Sinto-me muitas vezes um saco de pancada da sociedade porque os professores é que têm culpa de tudo. Não quero passar para o município, quero continuar a estar sob a alçada do Ministério da Educação e quero mais condições de trabalho para poder ensinar”, afirmou.
Maria Teresa Deça, docente há 39 anos de Artes Visuais, pediu igualmente mais qualidade na educação e respeito pela classe docente.
“Sem isso não há qualidade na educação. Estamos a ser desrespeitados há muitos anos. Esta é uma profissão extremamente desvalorizada pelo Governo e pela sociedade geral”, lamentou.
Já Rui Saldanha, professor de Educação Física há 33 anos, disse que fez greve para pressionar o Governo a responder positivamente às reivindicações da classe.
“Esta também é uma forma de pressão, vamos ver no que é que dão as negociações”, argumentou, mostrando-se ainda contra as quotas e defendendo a contagem integral do tempo de serviço.
Em declarações ao Jornal do Centro, o diretor da Alves Martins, Adelino Azevedo Pinto, disse que a escola não vai fechar, estando reunidas todas as condições para estabelecimento de ensino estar a funcionar.