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Provedor de Mangualde vai processar autores de carta anónima

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 Provedor de Mangualde vai processar autores de carta anónima - Jornal do Centro
11.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Provedor de Mangualde vai processar autores de carta anónima - Jornal do Centro
11.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Provedor de Mangualde vai processar autores de carta anónima - Jornal do Centro

O provedor demissionário da Misericórdia de Mangualde, José Tomás, recorreu às redes sociais para se defender e justificar as razões que o levaram a abandonar a Santa Casa.

José Tomás demitiu-se das funções de provedor na passada quinta-feira (10 de fevereiro), depois de ter sido enviada às autoridades uma denúncia anónima que dava conta de supostas irregularidades na administração da Misericórdia. As denúncias também chegaram ao Ministério Público.

Num post publicado no Facebook, José Tomás – que liderava a Santa Casa desde 2015 – escreveu que se demitiu na sequência de uma carta anónima que “terá sido enviada para várias instituições e também para a Procuradora Geral da República, com teor altamente difamatório e grave sobre a ação do Provedor e da sua Mesa Administrativa, no que diz respeito a alguns procedimentos administrativos relacionados com custo decorrentes da função do provedor”.

José Tomás fala mesmo de uma “manobra baixa, que não corresponde a qualquer verdade”, acusando os autores da carta anónima de pretenderem “a difamação, o desgaste e o afastamento das pessoas”. Considera ainda que os “valores mais básicos da solidariedade institucional foram quebrados”.

O provedor demissionário diz que, “lamentavelmente”, não consegue responder a um “modus operandi cobarde da mesma maneira” e avisa que vai avançar para a Justiça para que “aí se apure toda a verdade.

Na publicação, José Tomás defende que sempre geriu a Misericórdia de Mangualde, colocando apenas os interesses da instituição em primeiro lugar e que sempre se dedicou “em exclusividade e com total profissionalismo a esta causa, que é tão nobre”, dizendo-se orgulhoso “do trabalho desenvolvido e da obra feita”. “Em nada me arrependo do fiz e do que dei a esta instituição”, escreve.

No mesmo post, reconhece que ser provedor trouxe-lhe “grandes desafios” e diz que a Misericórdia é hoje uma entidade “de média/grande dimensão”. “Este estatuto é-lhe conferido pelo grande volume de recursos financeiros, humanos e materiais que gere diariamente”, acrescenta.

“Hoje, dirigir a Misericórdia de Mangualde é gerir uma realidade complexa. Esta complexidade advém do crescimento e desenvolvimento exponencial que a Instituição sofreu nos últimos anos, transformando-a numa das maiores empresas de Mangualde, que cria cerca de 160 postos de trabalho, que gere cerca de quatro milhões de euros de orçamento, que presta diariamente serviços de saúde e ação social a cerca de 250 utentes, que celebra contratos de parceria com organismos públicos e outros, enfrentando constantes e complexos desafios”, refere na publicação do Facebook.

José Tomás defende que tem conciliado o voluntariado na direção com o profissionalismo na gestão e escreve que a Misericórdia de Mangualde, “pela sua dimensão e complexidade, não podia ser gerida, com bons resultados, num conceito tradicional de pessoas retiradas, como terapia ocupacional, sem ambição e no tempo que sobra”.

“O exercício das funções de provedor nestas condições tem custos associados que devem ser suportados pela instituição, nomeadamente os de representação e de deslocação e telemóvel. Foi este o entendimento da Mesa Administrativa quando deliberou atribuir-me um valor fixo mensal de 400 euros para despesas de representação e o pagamento das deslocações mediante o mapa mensal de quilómetros realizados, que também era sujeito, todos os meses, à aprovação da Mesa Administrativa para pagamento. Naturalmente, os deslocamentos feitos em serviço sujeitos a portagem também eram suportados pela instituição, através de uma via verde usada para esse efeito”, explicou.

Ao todo, o provedor afirmou que tais custos decorrentes do exercício das suas funções de provedor “representam um valor líquido mensal médio recebido de 335,37 euros para efeitos de despesas de representação e deslocação, o que corresponde a um custo médio mensal para a Misericórdia de 404,69 euros”.

José Tomás fez ainda um balanço positivo dos últimos sete anos de mandato à frente da Santa Casa de Mangualde que, defendeu, foram “o período de maior crescimento e desenvolvimento da história da instituição”, recordando que a Misericórdia foi beneficiada com investimentos na ordem dos três milhões de euros.

O provedor demissionário recordou também obras como a conservação e restauro da Igreja da Misericórdia, a construção do parque no Monte de Nossa Senhora do Castelo, a construção da Residência Sénior Senhora do Castelo, a construção do Jardim Intergeracional e a reconstrução do Lar Morgado do Cruzeiro, “pronto para ser inaugurado”.

José Tomás, que também era presidente da delegação da União das Misericórdias no distrito de Viseu, concluiu o comunicado agradecendo “a todos os que me ajudaram nestes últimos 7 anos a governar a Santa Casa da Misericórdia de Mangualde” e aos funcionários da instituição.

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