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PSA Mangualde dispensou 60 trabalhadores com contratos precários, denuncia BE

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 PSA Mangualde dispensou 60 trabalhadores com contratos precários, denuncia BE - Jornal do Centro
15.11.21
fotografia: Jornal do Centro
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 PSA Mangualde dispensou 60 trabalhadores com contratos precários, denuncia BE - Jornal do Centro
15.11.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 PSA Mangualde dispensou 60 trabalhadores com contratos precários, denuncia BE - Jornal do Centro

A Comissão de Trabalhadores da PSA Mangualde, hoje Stellantis, denunciou a dispensa de pelo menos mais de 60 colaboradores da fábrica automóvel que tinham contratos precários.

O número foi avançado esta segunda-feira (15 de novembro) por António Silva, dirigente da Comissão, no dia em que a líder do Bloco de Esquerda falou com os funcionários da empresa. Nos últimos dias, , sobretudo vindos da Polónia, na unidade de Mangualde.

Em declarações ao Jornal do Centro, António Silva disse que vários trabalhadores não viram renovados os contratos e já saíram da fábrica. “No nosso entender, é moralmente inaceitável mas infelizmente a lei permite. Mesmo esta questão da vinda dos nossos colegas polacos é algo que é permitido através das normas da União Europeia, mas em termos morais é muito mau”, afirmou.

O coordenador da Comissão de Trabalhadores denunciou ainda pressões sobre operários para fazerem horas extra, uma situação que considerou que não faz sentido. António Silva diz que o órgão tem recebido várias queixas de colegas.

“Temos colegas nossos que querem fazer 12 horas. Alguns deles não se queixam porque é uma forma de ganharem dinheiro e entendemos isso porque cada um gere a sua casa como entende. Há muita gente que diz que faz algumas horas e ganha alguma coisa a mais, mas quando estamos a fazer isto dia sim dia sim, as pessoas também se cansam”, afirmou acrescentando que trabalhadores já ameaçaram ir para o turno da noite.

Perante estas queixas, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, falou de uma situação “incompreensível” numa empresa que, lembra, tem tido resultados económicos muito bons. Uma situação que tem atingido sobretudo os operários mais jovens, penalizando os mais velhos.

Segundo a coordenadora do Bloco, estes trabalhadores “estão a ser enviados para o desemprego ao mesmo tempo que os trabalhadores efetivos estão a fazer turnos de 11/12 horas e a ser colocados em trabalho noturno contra a sua vontade” e chegam a Mangualde “trabalhadores de outros países da Europa para ocupar postos de trabalho”.

“A PSA teve apoios públicos nacionais e europeus para que houvesse emprego no interior e bem. Agora não podemos achar que, quando a empresa tem resultados muito bons, possa estar a mandar para o olho da rua os trabalhadores mais jovens, penalizando os outros que vão ficando e retirando qualquer horizonte de futuro no emprego em Mangualde”, afirmou.

Catarina Martins referiu ainda situações que considera ilegais na Stellantis, “nomeadamente no abuso do recurso ao lay-off com trabalhadores que são depois obrigados a vir aqui fazer algumas horas em banco de horas”.

Por isso, a coordenadora do Bloco de Esquerda garantiu que vai pedir explicações ao Governo. “Nada disto parece regular. A Autoridade para as Condições do Trabalho ainda não atuou e, portanto, o Bloco de Esquerda vai atuar junto do Ministério do Trabalho e da ACT para saber como é possível esta situação”, assegurou.

Catarina Martins acusou também a Stellantis Mangualde de “usar a Segurança Social para pagar os salários que devia estar a pagar” e também de não dar mais emprego na fábrica “que foi por isso que recebeu benefícios fiscais e apoios até hoje”.

“A empresa está a fazer um ataque aos trabalhadores não só em Portugal. Porque está a obrigar trabalhadores de outros países a virem para Portugal substituir aqueles que aqui despediram, mas os trabalhardes de outros países também não pediram para vir para aqui”, criticou a bloquista.

A visita ocorreu mais de um mês depois da entrada de trabalhadores estrangeiros na antiga PSA. Já em resposta às preocupações dos sindicatos, a administração do Centro de Mangualde da Stellantis tinha garantido que o empréstimo de colaboradores entre fábricas era “uma situação recorrente” no grupo e que muitos colaboradores de Mangualde também já estiveram noutra fábricas europeias. Na empresa, estão agora 50 colaboradores vindos de fora do país.

A administração garantiu que os novos trabalhadores não iam substituir os colaboradores efetivos e que até vêm “reforçar a produção”.

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