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Limpar a Barragem de Fagilde, proibir a instalação de painéis fotovoltaicos em florestas e campos agrícolas e tornar D. Afonso Henriques embaixador do turismo em Viseu são algumas das medidas que o Chega quer levar à Assembleia da República na próxima legislatura.
A viver os primeiros dias no Parlamento, João Tilly, um dos deputados que se estreiam enquanto parlamentares por estes dias, assume que não foi fácil nos primeiros tempos perceber a localização dos gabinetes. “É uma vida nova e um desafio novo. Estou cheio de esperança de poder trabalhar para dar o meu melhor pelo meu país e pelo distrito de Viseu”, diz ao Jornal do Centro.
Tilly fala num caderno com prioridades para implementar na região de Viseu nos próximos tempos. “Se a legislatura durar quatro anos, acredito que vamos conseguir algumas medidas, mas duvido que seja para quatro anos. Luís Montenegro não terá a força política para tal. Mas se aguentar, há tempo para, pelo menos, parte destas medidas serem implementadas”, acrescenta.
O deputado do Chega vai começar por elevar o primeiro rei de Portugal como uma espécie de cicerone da região. “Queremos promover o turismo histórico de Viseu e Lamego como o berço da portugalidade e do ensino. O grande historiador viseense Armando de Almeida Fernandes descobriu que D. Afonso Henriques nasceu em Viseu e foi educado em Britiande, Lamego pelo aio, Egas Moniz. Devíamos promover esta história que não é romance, nem lenda. É mesmo verdade”, explica o deputado do Chega. Além de Lamego e Viseu, o partido quer também trazer São Pedro do Sul para a ribalta, lembrando que foi ali que aconteceu o recobro de D. Afonso Henriques depois do desastre de Badajoz.
Na área da saúde, o Chega volta ao dossiê da universidade de medicina, mas agora com uma novidade. “A faculdade de medicina foi promessa nossa e tudo vamos fazer para a implementar no distrito. Pode não ser em Viseu. Pode ser numa das três outras grandes cidades: Tondela, Lamego ou até Mangualde”, explica Tilly. Também na saúde, o cabeça de lista por Viseu do partido de André Ventura irá lutar pela “reconstrução e reconversão do Hospital de Viseu”, olhando também para Tondela e Lamego que considera estarem “praticamente reduzidos a um centro de saúde”.
Nas acessibilidades, o IP3 salta à vista. “Recordo que Costa impediu os professores de progredir na carreira, não descongelando a carreira e dizia que com esse dinheiro ia transformar-se a IP3 numa autoestrada. A verdade é que não se fez uma coisa nem outra. O IP3 continua como está e os professores portugueses continuaram congelados”, lamenta João Tilly. Mas nem só de IP3 se faz o caderno de encargos do Chega. Tilly quer o fim de todas as portagens no interior, “como medida de discriminação positiva”.
Além disso, os dois deputados eleitos do Chega por Viseu vão também olhar para a ferrovia. Tilly entende que é urgente concluir as obras da Linha da Beira Alta. “Por este andar, nem daqui a dois anos as obras estarão concluídas. Estão paradas ou avançam a um ritmo tão lento”, lamenta. O parlamentar, que deve assumir comissões como Educação ou Energia no Parlamento, apela ainda à reabilitação da linha aérea a partir de Viseu de forma a permitir, complementa, “atrair empresas para o interior do país e possibilitar viagens rápidas aos centros de decisão”.
Para o interior, aquele que foi o primeiro deputado eleito pelo Chega no Parlamento na noite eleitoral de 10 de março, defende um benefício fiscal “até 75% no IRC e TSU das empresas que se constituam ou deslocalizem para o distrito de Viseu durante cinco anos”. O mesmo benefício seria dado de forma permanente, defende Tilly, às empresas agrícolas e pecuárias. Além disso, lembrando que o norte do distrito é “sobretudo agrícola”, frisa que irá propor a criação de estações de elevação de águas do Rio Douro.
Olhando para a Barragem de Fagilde, o Chega vai propor na Assembleia o “desassoreamento imediato”. “Ninguém fala nisto. Mais de 50% da área que deveria ser ocupada por água está ocupada por inertes, por areia. A barragem parece que está cheia, quando não tem nem 50% da sua capacidade original preenchida”, indica o deputado.
Na “pasta” da energia, Tilly assegura que vai lutar pela “proibição imediata da instalação de parques de energia solar em terrenos ou territórios agrícolas ou florestais”. “Os painéis solares não realizam fotossíntese, nem convertem dióxido de carbono em oxigénio. Os fanáticos das emissões de CO2 estão totalmente calados perante esta chocante invasão em centenas e milhares de hectares, que vemos por todo o país. Os parques de energia estão a aparecer como cogumelos e ninguém diz nada”, afirma.
Uma das áreas mais sensíveis é a da habitação e Tilly explica que numa primeira fase é preciso converter em habitação social “edifícios que sejam propriedade do Estado e de organismos oficiais, que estejam devolutos”.
Depois, acrescenta, “por via de negociação, adquirir edifícios privados devolutos há muitos anos, que se encontrem em situação de pré-ruína”. Assumindo estar preparado para discursar tanto em plenário, como em comissões, João Tilly sublinha que importante é “falar para o país e expormos as nossas posições”.