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O Governo só tem assegurado o financiamento comunitário para a construção do edifício que vai acolher o futuro Centro de Radioterapia no Hospital de Viseu. Quem o diz é o presidente da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, Fernando Ruas, que esteve reunido esta quarta-feira com a ministra da Saúde. Segundo o autarca, Marta Temido revelou que a parte relativa aos equipamentos ainda não tem apoio garantido.
A novidade foi dada numa reunião onde participaram o presidente da Câmara de Viseu e da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, Fernando Ruas, o presidente do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Nuno Duarte, a diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões, Rita Figueiredo, e a presidente da Administração Regional de Saúde do Centro, Rosa Reis Marques, além do secretário executivo da CIM, Nuno Martinho.
Segundo uma nota da Comunidade Intermunicipal, a reunião foi feita para dar conta do ponto de situação sobre o projeto do Centro de Ambulatório e Radioterapia e o investimento previsto para a saúde mental e psiquiatria no Centro Hospitalar Tondela-Viseu.
No encontro, Fernando Ruas pediu a Marta Temido informações relativamente à data prevista para o arranque das obras da Radioterapia e questionou a ministra se o financiamento estava assegurado na totalidade e se estava garantida a afetação dos recursos humanos necessários “ao bom funcionamento” da unidade.
Em resposta, a ministra da Saúde referiu que, através de uma candidatura feita ao programa Portugal 2020, “já estava assegurado o financiamento comunitário, referente à componente de obra”, mas que, mesmo assim, ainda “faltava assegurar o financiamento da componente relacionada com os equipamentos”.
Perante isto, Fernando Ruas mostrou-se disponível para colaborar no sentido de ser garantido o financiamento dos equipamentos para o próximo quadro comunitário de 2030, “como aliás já tinha acontecido no Portugal 2020, quando foi efetuado o mapeamento da requalificação dos serviços de urgência” do Hospital de Viseu, recordou a CIM que está a negociar o processo de contratualização dos fundos.
O Governo já tinha dado luz verde para avançar com a verba do Orçamento de Estado para a construção da Radioterapia, no valor de sete milhões de euros. Ao todo, o investimento está avaliado em 25,8 milhões de euros.
Ainda na reunião, a ministra da Saúde foi também questionada por Fernando Ruas sobre o ponto de situação do projeto do novo edifício do Departamento de Psiquiatria que será construído junto ao Hospital de São Teotónio, nomeadamente o cronograma de lançamento do concurso e o prazo para a execução das obras.
Marta Temido reiterou que o financiamento está assegurado pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Mesmo assim, admitiu que a obra ainda não está adjudicada, tendo assegurado que seria certo que o investimento terá de ser concretizado até dezembro de 2023 e que “tudo iria ser feito para que esse prazo fosse cumprido”. Atualmente, o hospital psiquiátrico funciona há vários anos em Abraveses.
A ministra da Saúde salientou ainda que o presidente da CIM seria informado em primeira mão da evolução dos projetos da Radioterapia e da Psiquiatria.
De resto, na nota, a Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões salientou a importância da reunião e saudou “a forma aberta, cordial e colaborativa” de Marta Temido, “o que vem reforçar a sintonia nos objetivos entre a CIM Viseu Dão Lafões e o Ministério da Saúde e que por certo resultará em melhores cuidados de saúde para todos os cidadãos de Viseu Dão Lafões”.