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O contingente nacional que participa na edição deste ano do Rali de Portugal será composto por apenas 14 pilotos, nesta que constitui a segunda ronda da temporada.
Integrada na etapa mundialista, a prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) está limitada aos dois primeiros dias de competição, nas próximas quinta e sexta-feiras.
Ainda assim, é a prova mais dura e extensa do calendário nacional, uma vez que os troços ficam mais degradados devido à passagem dos concorrentes internacionais.
Armindo Araújo (Skoda Fabia) parte como favorito, até pela experiência de quem já foi o melhor português na prova por 14 vezes, incluindo uma vitória à geral.
Na prova de abertura, em Amarante, Armindo Araújo foi segundo classificado, atrás de Rúben Rodrigues (Toyota Yaris), que chega ao Rali de Portugal como líder do CPR.
O leque de candidatos é integrado ainda por Pedro Almeida (Toyota Yaris), José Pedro Fontes (Lancia Ypsilon), Pedro Meireles (Skoda Fabia), Ricardo Teodósio (Citroen C3), além de Gonçalo Henriques (Hyundai i20) e Hugo Lopes (Hyundai i20).
Ao todo, a etapa do CPR conta com 10 classificativas, num total de 134,3 quilómetros, disputados maioritariamente em pisos de terra, já que a superespecial da Figueira da Foz (quinta-feira), em asfalto, tem um perímetro de 2.100 metros e encerra o primeiro de dois dias de competição, que começa em Águeda/Sever e passa ainda por Albergaria.
Na sexta-feira, realizam-se mais seis troços, com passagens por Mortágua, Arganil e Lousã da parte da manhã, Góis, Lousã e Mortágua, da parte da tarde.
A especial de Mortágua, a fechar o dia de sexta-feira, conta como ‘power stage’ para o campeonato português e encerra as contas lusas.
A partir de sábado, a continuidade em prova é opcional e apenas pelo título honorífico de melhor piloto luso em prova.
Rúben Rodrigues lidera o campeonato nacional, com 25 pontos, mais dois do que Armindo Araújo.
O britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris) chega à 59.ª edição do Rali de Portugal, sexta ronda do Campeonato do Mundo (WRC), na liderança do Mundial, mas o principal favorito à vitória é o francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris).
O piloto francês é o atual recordista de triunfos (sete) em Portugal, mais dois do que o finlandês Markku Allen, e vem de uma vitória no Rali das Canárias, há duas semanas, além de ser o vigente campeão do mundo.
Um título conquistado em 2025, o nono da sua carreira (igualando o compatriota Sébastien Loeb), apesar de ter participado no campeonato a tempo parcial.
“Foi uma sensação fantástica vencer nas Canárias e um resultado desses traz sempre um pouco mais de confiança para o rali seguinte. Portugal tem sido um lugar especial na minha carreira e é sempre um rali de que gosto muito. Os adeptos criam um ambiente muito agradável e será um prazer regressar”, antevê Ogier.
O piloto francês sublinha que vai tentar alargar o recorde de triunfos na prova lusa.
“Temos tido um excelente historial neste evento e o objetivo será, naturalmente, tentar continuar a série de vitórias que alcançámos. A nossa posição na estrada poderá ser benéfica, mas este é um rali em que nunca se pode ter certezas quanto às condições, até porque já enfrentámos chuva intensa anteriormente”, sublinhou.
O primeiro em pista será Elfyn Evans, que já venceu em Portugal em 2021.
“Normalmente, esta é uma prova em que a posição na estrada tem influência, mas já abrimos a estrada em Portugal por várias vezes nos últimos anos, por isso é algo a que estamos habituados e para o qual estamos preparados”, frisou.
O campeonato de 2026 tem sido dominado pela Toyota, mesmo com a saída do finlandês Kalle Rovanperä, campeão em 2022 e 2023, que rumou ao campeonato japonês de monolugares.
O bicampeão foi substituído pelo sueco Oliver Solberg (Toyota Yaris), que deslumbrou logo na prova de abertura, no Mónaco.
No entanto, já cometeu erros que o afastaram da vitória no Quénia e nas Canárias.
“É uma grande prova, com um ambiente fantástico e adeptos muito apaixonados, por isso, é sempre um rali que aguardo com entusiasmo. Tivemos uma excelente prestação no ano passado com o Rally2, mas esta será a primeira vez que faço um rali europeu de terra tão duro com este carro Rally1”, frisou Solberg.
O japonês Takamoto Katsuta tem sido, habitualmente, um dos animadores da prova portuguesa. Este ano chega com a confiança de ter conquistado já duas vitórias no Campeonato do Mundo, as primeiras da carreira, no Quénia e na Croácia.
“Portugal é um rali de que gosto muito: o ambiente é sempre incrível, as classificativas adaptam-se bastante bem ao meu estilo e já alcançámos bons resultados lá no passado. Este ano, acredito que também vai ser uma prova muito dura”, apontou.
A fechar a armada da Toyota está o finlandês Sami Pajari, que tem feito provas consistentes ao longo do ano.
A Hyundai e a Ford têm tido muitas dificuldades para fazer frente à marca nipónica. À marca norte-americana tem faltado investimento na estrutura semi-oficial, gerida por Malcolm Wilson.
Os irlandeses Jon Armstrong e Joshua MCerlean terão a companhia de Martin Sesks aos comandos do Ford Puma da M-Sport.
Quanto à Hyundai, continua a ter no belga Thierry Neuville, campeão em 2024, o chefe de fila. Mas o piloto belga enfrenta uma crise de confiança, agudizada pelo despiste no último troço do Rali da Croácia, quando liderava com mais de um minuto de vantagem.
“É uma prova difícil. O mais complicado é gerir as diferenças nos perfis das classificativas ao longo dos três ou quatro dias. Há troços mais abrasivos e duros, mas também outros mais suaves e arenosos. Este ano, haverá uma combinação completa de ambos em todos os dias, algo novo neste traçado”, frisou.
A edição deste ano estende-se por mais um dia do que o habitual. O shakedown, o troço que serve de teste aos pilotos para as últimas afinações, foi antecipado para quarta-feira.
Para dar resposta às novas orientações da Federação Internacional do Automóvel (FIA) sobre a quilometragem total de um dia de competição, foram integradas duas especiais no dia de quinta-feira (Sever e Albergaria), às quais se junta à já tradicional superespecial da Figueira da Foz.
Na sexta-feira, a prova mantém-se pelo centro do país, com classificativas em Mortágua, Lousã, Góis e Arganil.
O dia de sábado marca o regresso ao norte, com os troços de Felgueiras, Cabeceiras de Basto, Amarante e Paredes (antecipado de domingo para sábado), com o dia a fechar com a tradicional superespecial de Lousada.
Para domingo, estão reservadas duplas passagens por Vieira do Minho e Fafe, este a servir de ‘power stage’ final.