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Recolhidos cerca de 50 quilos de lixo das margens do Rio Dão

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 Recolhidos cerca de 50 quilos de lixo das margens do Rio Dão - Jornal do Centro
06.11.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Recolhidos cerca de 50 quilos de lixo das margens do Rio Dão - Jornal do Centro
06.11.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Recolhidos cerca de 50 quilos de lixo das margens do Rio Dão - Jornal do Centro

Operação simbólica de limpeza do lixo disperso em vários pontos das margens do Rio Dão, na “Estrada do Granjal” e na antiga ponte da Estrada da Nacional 2, agora submersa (conhecida também pela ponte dos pescadores, quando o nível da Albufeira da Agueira desce de cota), resultou na recolha de quase 50 quilos de lixo. Mais de 30 litros de resíduos e de materiais que passam, por plásticos, vidro, cartão, sapatos, chinelos, embalagens de pesticidas, de engodo para pesca, restos de sofás, latas de refrigerantes, embalagens de leite, garrafas de cerveja, enfim, “um autêntico hipermercado de lixo”.

Esta iniciativa promovida e organizada pela Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Santa Comba Dão reuniu quase duas dezenas de pessoas, entre voluntários e militantes do Bloco de Esquerda de várias zonas do distrito de Viseu que quase durante duas horas e meia palmilharam cerca de um quilómetro para recolher resíduos deixados por pessoas que procuram estes lugares idílicos de prazer, em zonas fluviais distintas.

Uma das voluntárias que participou nesta operação simbólica de limpeza das margens do Rio Dão, a montante da Barragem da Aguieira, a jovem Carolina Leite, oriunda de Lamego, disse ao Jornal do Centro disse que recolheu “plástico variadíssimo, encontrámos vidro, mas no essencial muito plástico, que é muito prejudicial como todos nós sabemos”.

“O mais curioso é que encontrámos este tipo de lixo numa zona onde há contentores. Portanto, o que é que falta aqui? Sensibilização e educação da população e, este, é um dos objetivos da ação do Bloco de Esquerda, sensibilizar e alertar para o problema e percebermos como é que o podemos diminuir, junto da Câmara, da comunidade académica e junto de toda a sociedade civil” reforçou Carolina Leite.

A jovem lamecense adiantou que para além dos contentores do lixo já existentes acha que “é necessário colocar mais nalguns locais estratégicos ao longo das margens do Rio Dão”. “Nós antes de iniciarmos esta operação simbólica, percorremos alguns locais ao longo do curso do Rio Dão onde encontrámos bastante lixo e onde facto uma papeleira poderia, efetivamente, ajudar a resolver o problema, sem dúvida”, reforçou.

Bastante surpreendido com o lixo acumulado ao longo das margens do Rio Dão, na Estrada do Granjal estava o antigo empresário de postos de combustíveis, Jaime Brito, de 63 anos, oriundo de Carregal do Sal onde diz ter encontrado e recohido vários tipos de lixo “como latas de cerveja, pacotes de batata frita, de chocolate e de diversos outros lixos que não deviam ser despejados para zonas de lazer”.

“As pessoas também por falta de civismo não têm qualquer cuidado, mandam com tudo para o chão, não usam uns saquinhos para o lixo, para depositar nos ecopontos, ou nos ecocentros”, disse.

Já o porta-voz da Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Santa Comba Dão, Diego Garcia, considerou em termos de balanço final desta operação simbólica de recolha de lixo nas margens do Rio Dão, como “muito positiva”.

“Recolheu-se efectivamente muito lixo, numa ação simbólica, obviamente que não se resolve a questão de fundo. Depois tratou-se de uma questão de sensibilização. Todos os que participaram nesta ação ficaram mas atentos e alertados para o problema, numa zona sensível em termos ambientais e onde cabe também à autarquia acondicionar e dar as ferramentas necessárias à população, como papeleiras, contentores do lixo e outros recipientes”, concluiu Diego Garcia.

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