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O grupo de quatro empresários que foi detido recentemente pela Polícia Judiciária cometeu pelo menos três crimes na região de Viseu. A PJ já classificou o gangue como “um dos mais violentos dos últimos tempos”, atuando nas zonas Norte e Centro do país.
Os indivíduos foram detidos por suspeita dos crimes de homicídio, sequestro agravado, roubo, furto qualificado, branqueamento de capitais e associação criminosa.
Segundo adiantou ao Jornal do Centro uma fonte da Polícia Judiciária, um desses crimes aconteceu este ano em Oveiro, no concelho de Santa Comba Dão, quando uma comerciante foi agredida com violência, sequestrada e deixada num carro.
A vítima, que era proprietária de uma empresa de viveiros florestais, ficou com ferimentos graves na cabeça e no rosto e teve de ser encaminhada para o Hospital de Viseu.
Além disso, os assaltantes conseguiram retirar 31.600 euros em dinheiro do cofre da mulher e fugiram. O alerta às autoridades foi dado por uma vizinha que deu conta dos gritos da vítima na viatura.
Além deste crime, o grupo roubou ainda duas casas em Santa Comba Dão e em Tondela. Segundo a mesma fonte, os assaltos ocorreram sempre com arrombamento e renderam cerca de 6.000 euros.
Entretanto, em conferência de imprensa esta sexta-feira (12 de novembro), o diretor da Polícia Judiciária do Centro, Jorge Leitão, referiu que o grupo suspeito tinha como móbil “o património, para se apropriarem de bens que as vítimas tinham”.
De acordo com o responsável, o grupo, “sempre que necessário, usava a violência extrema para atingir os seus objetivos. Num dos casos em investigação, uma das vítimas acabou por falecer”.
A PJ relatou que, numa das ações violentas atribuídas a este grupo, ocorrida em finais de 2018, “foi torturado barbaramente um casal octogenário com a finalidade de os obrigar a entregar a chave de acesso a um cofre, provocando a morte da mulher e graves ferimentos no homem, que chegou a ser regado com combustível e incendiado”.
O grupo selecionava as vítimas de forma criteriosa em toda a zona centro/norte do país, “sobretudo residências de comerciantes” que teriam “valores consideráveis em casa”, adiantou Jorge Leitão.
A investigação decorre desde 2017 e o processo não está fechado.
Durante as buscas, foram apreendidos ferramentas e equipamentos variados utilizados na concretização dos crimes, 10 armas de fogo e munições, oito veículos automóveis, alguns dos quais de alta cilindrada, uma moto de água e duas moto-quatro, mais de 400 mil euros em numerário das casas das vítimas, ouro no valor estimado superior a 42 mil euros e diversos artigos comprados com verbas provenientes do crime.
De acordo com as autoridades, trata-se de um “grupo bem organizado, violento, que estudava bem os alvos”, e ainda “meticuloso”, pois usava equipamento de vigilância, como, por exemplo, binóculos, rádios, telemóveis e até coletes.
Os detidos são dois homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 26 e os 46 anos, dois dos quais com antecedentes criminais ligados a roubos, furtos e detenção de armas de fogo proibidas.
Os homens foram detidos na autoestrada A13, próximo de Tomar, e as mulheres foram detidas posteriormente.
Os indivíduos já foram presentes às autoridades, que decidiram pela prisão preventiva dos dois homens, enquanto as mulheres ficaram sujeitas a apresentações bissemanais, à proibição de se ausentarem do concelho de residência e ao pagamento de uma caução de 20 mil euros cada.
A operação foi realizada em articulação com o Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária e com a colaboração operacional e ao nível de partilha de informação com a GNR, nomeadamente com os Comandos Territoriais de Coimbra, Leiria, Santarém, Guarda e Viseu e o GIOE – Grupo de Intervenção de Operações Especiais.