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Os representantes dos partidos com assento parlamentar na região de Viseu reuniram-se esta quarta-feira na aula magna do Instituto Politécnico.
O debate, que teve início às 16h30, foi organizado por diversos grupos de ação local, entre eles a ADD, a ADDLAP, a ADICES e a DOLMEN. Em relação aos representantes partidários, marcaram presença no debate Carolina Pia do PAN, Rui Ladeira da AD, Hélio Marta da Iniciaitva Liberal, João Azevedo do PS, Alexandre Hoffman da CDU, José Miguel Lopes do Bloco de Esquerda, e Luís Marques do Livre.
O debate teve como objetivo a discussão, por parte dos membros dos diferentes partidos, de um documento criado pelos diferentes grupos de ação local e associações, que visa o desenvolvimento da região de Viseu e a sua coesão territorial.
A cabeça de lista do PAN por Viseu começou por destacar a importância da implementação de uma economia circular local que valorize os produtores agrícolas do mundo rural. Além disso, Carolina Pia destacou problemas do mundo rural na região como o caso dos eucaliptais no sul do distrito. Para a cabeça de lista, deve existir uma “maior aposta na investigação e no desenvolvimento, tanto urbano como rural, da região”.
Por seu lado, Hélio Marta da IL defendeu a descentralização da atribuição dos fundos comunitários que, segundo o próprio, “não tem sido empregues de forma correta”. Para o representante liberal, deve haver uma desburocratização da aplicação dos fundos, uma vez que “todas as grandes empresas nascem pequenas e há todo o interesse em financiar o cidadão comum”. Além disso, abordando o apoio dos fundos comunitários, Hélio Marta afirmou que “temos a responsabilidade de aplicar bem o dinheiro dos impostos dos outros cidadãos europeus”.
Rui Ladeira, em representação da coligação Aliança Democrática (PSD-CDS-PPM), alertou para aquele que considerou ser um desinteresse do governo socialista para com os grupos de ação local. “Se todos reconhecem que o mundo rural e os grupos de ação local foram importantíssimos, porque é que houve uma despromoção do governo sobre estas associações?”, questionou o social-democrata.
Abordando os incêndios de 2017 e a gestão deficitária dos terrenos florestais na região, Rui Ladeira afirmou que “em seis a dez anos, se nada for feito, isto volta a arder e de forma ainda pior”.
O socialista e ex-autarca de Mangualde, João Azevedo, começou por afirmar que os Grupos de Ação Local perderam a sua importância nos poderes de decisão, e ilustrou aquela que, para si, é uma duplicação de poderes de gestão entre os Grupos de Ação Local e as Comunidades Intermunicipais.
Do lado do Livre, Luís Marques defendeu um maior apoio na investigação ligada à área agrícola. O representante alertou ainda para a possível redução dos fundos comunitários da União Europeia com a entrada de mais países na UE, nomeadamente a Ucrânia.
Alexandre Hoffmann, da CDU, afirmou ser necessária uma rutura com a Política Agrícola Comum, algo que considerou ser um “pacto de agressão face à produção nacional que tem de ser interrompido”. O representante comunista frisou a necessidade de um processo de regionalização, para a criação de “um poder intermédio que conheça o território e que saiba onde aplicar os fundos”.
Alexandre Hoffmann alertou ainda para a necessidade de barragens de regadio, “no tempo de Guterres eram prometidas cinco barragens no norte e agora fala-se em duas, sem um cêntimo investido”.
O representante da CDU mencionou o desenvolvimento da ferrovia e da mobilidade como aspetos a consolidar. Alexandre Hoffmann considerou ainda necessária a “recuperação dos serviços de proximidade”.
José Miguel Lopes, do Bloco de Esquerda, criticou o processo de transferência de competências para as câmaras municipais e para as CIM, estas últimas consideradas como instituições “opacas”. “Defendemos a criação de emprego através do desenvolvimento rural e de uma economia baseada na preservação ambiental”, afirmou o cabeça de lista do BE.
Para José Miguel Lopes, os grupos de ação local têm suprido algumas das necessidades colocadas pela PAC. Assim como Hoffmann, o representante do BE assumiu ser necessária a implementação de serviços de proximidade junto das populações.