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Foi apresentado na terça-feira (19 de julho) o novo volume da revista Beira Alta, que presta homenagem ao investigador e historiador Alexandre Alves. A apresentação foi feita durante as comemorações do centenário do nascimento do autor natural de Mangualde, que morreu em 2008.
Alexandre Alves foi o autor que, ainda até hoje, mais artigos assinou para a publicação que se dedica a divulgar estudos sobre a região. Fátima Eusébio, atual diretora da revista, enaltece a figura deste investigador, falando de um homem que se tornou fundamental para a investigação sobre o património.
“É um volume de homenagem não só a alguém que foi diretor da revista entre 1978 e 2008, mas também ao autor que mais artigos publicou na revista, que são mais de seis centenas. Acho que é uma justa homenagem porque é um investigador que marcou de uma forma muito expressiva toda a investigação e o conhecimento trazido à luz e publicado no século XX e esse conhecimento foi fundamental para o desenvolvimento de outros estudos”, explica.
Segundo Fátima Eusébio, Alexandre Alves era caraterizado por ser um homem portador “de uma simplicidade extraordinária”. “Era sempre disponível, ajudou muitos investigadores que estavam no seu início de carreira e trocou muita correspondência com grandes investigadores nacionais e internacionais”, recorda.
O novo volume da Revista Beira Alta está dividido em duas partes, a primeira que será publicada em jeito de homenagem a Alexandre Alves, “recordando quer o seu percurso de vida quer a sua atividade de investigação, começando precisamente com os dados biográficos mais relevantes e acompanhado de alguns registos fotográficos que conseguimos reunir”, acompanhado de textos que recordam o seu trajeto.
Fátima Eusébio lembra que Alexandre Alves “dizia mesmo que, nem que vivesse outro tempo de vida, nunca conseguiria publicar tudo o que tinha pesquisado e transcrito”.
Na segunda parte, são publicados artigos de investigação de história de arte e de arqueologia. Um deles é da autoria de Alexandre Alves e nunca foi publicado. “Nos manuscritos que ele tinha, havia um texto que estava pronto para ser publicado e tinha todas as notas de rodapé, mas que nunca terá sido publicado, e era um texto sobre a Capela de São Bernardo do Palácio dos Condes de Anadia, de Mangualde”, explica a atual diretora da Beira Alta.
A segunda parte terá também “vários artigos de vários autores, alguns dos quais foram autores que tiveram uma relação próxima com Alexandre Alves”.
A apresentação ocorreu quando a Biblioteca Municipal de Mangualde, em colaboração com a direção da revista Beira Alta e o Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu, está a dinamizar um conjunto de iniciativas comemorativas do aniversário de Alexandre Alves tiveram início em maio e decorrerão até dezembro. O investigador morreu em 2008, aos 87 anos.