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Life-sized mannequin outdoors wearing a colorful gas mask and a loose beige T‑shirt, near a glass greenhouse. Suppressed windswept clouds in the sky enhance the surreal scene.
Aerial view of a European town with red-tiled roofs, white church with a tall steeple, and a circular plaza surrounded by streets and greenery.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Rossio da Ribeira: Junto ao Pavia, com um chafariz de “emselentes agoas” e local de Feira Franca

Durante o século XVIII, havia mais do que um Rossio na cidade de Viseu, e nenhum deles ficava na Praça da República. Saiba mais sobre o Rossio da Ribeira, local conhecido atualmente por Jardim da Ribeira

Diogo Paredes
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fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 Rossio da Ribeira: Junto ao Pavia, com um chafariz de “emselentes agoas” e local de Feira Franca

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Ao falar em Rossio na cidade de Viseu, é comum associar a Praça da República, onde está o atual edifício da Câmara Municipal, como sendo “o” Rossio de Viseu. A cidade, contudo, tem mais do que um espaço com esta nomenclatura, muito embora os outros dois locais sejam conhecidos por outro nome.

A Santa Cristina, Largo de Santa Cristina ou Praça de Santa Cristina já foi conhecida como “Rossio de Santa Cristina”. Além deste largo, também a zona ribeirinha da cidade teve o seu “Rossio da Ribeira.

A sul, este largo era limitado pelo rio Pavia, com a rua Padre Costa a Norte (embora o Rossio da Ribeira se expandisse um pouco mais além do que esta rua). A oeste, o largo é limitado pela avenida Emídio Navarro, que na altura era uma rua de menor dimensão e largura que a atual avenida. Já a leste, o Rossio da Ribeira é limitado pela rua Cava de Viriato, que se conecta à rua Ponte de Pau pela ponte com o mesmo nome.

O Rossio da Ribeira, contudo, tem uma característica diferente dos outros dois. De acordo com a tese da historiadora Liliana Castilho, intitulada “Acidade de Viseu nos séculos XVII e XVIII – Arquitetura e Urbanismo”, este largo não só estava localizado na parte de fora da muralha, como não contactava com a mesma.

“Era aqui que se realizava, aliás em parte no espaço onde ainda hoje decorre, a Feira Franca anual concedida por D. João I em finais do século XIV, sendo esta a principal utilização pública deste rossio ao longo dos séculos XVI e XVII”, afirma a historiadora na sua tese. Liliana Castilho explica, contudo, que este terreno, embora estivesse localizado no exterior das muralhas, não era considerado um terreno baldio, uma vez que era proibido ter aí gado a pastar (com exceção para os períodos de feira).

No século XVIII, a construção de um armazém de pólvora na sua proximidade e a criação de uma nova fonte no local transformaram este espaço numa zona de lazer da cidade de Viseu. Esta envolvência do espaço por estruturas da cidade torna-se ainda mais visível com a construção, no século XVIII, da Capela de Nossa Senhora (da Conceição) da Ribeira, conhecida atualmente apenas como Igreja da Nossa Senhora da Conceição.

Contudo, segundo explica Liliana Castilho, apesar do crescimento da cidade, o Rossio da Ribeira nunca é verdadeiramente cercado por edifícios e incorporado no dia a dia da cidade, “funcionando antes como espaço de comércio e lazer fora dela e para o qual continuaram a ser remetidas algumas atividades menos nobres e que necessitavam de água corrente como a lavagem da roupa, os moinhos e os pelames”.

Uma das melhores descrições do espaço data do século XVIII, com as Memórias Paroquiais de 1758: “logo no primeiro angullo deste campo esta huma grande tapada que serve de criar em si boas orteliças de varias espécies como também hé fértil de trigo e linho; aquy junto a parede desta tapada esta situada huma casa que serve de armazém das pólvoras dos homens de negocio desta cidade, a qual se fez por ordem do ilustre senado da Câmara desta cidade”.

O documento continua a detalhar o resto da praça: “seguindo este mesmo caminho, se vê um chafariz de emselentes agoas que servem de refrigério aos viandantes e as pessoas que nas tardes de Veram aqui vem gosar da amenidade do sitio, especialmente durante a feira franca que dura quatro dias francos, além de mais quinze dias, antes e depois dos quatro francos”, lê-se nas Memórias Paroquiais de 1758.

Já no século XVIII, portanto, era utilizado este espaço para a realização daquela que é conhecida atualmente como “Feira de São Mateus”, designada na altura como feira franca.

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