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Saída de Marta Temido não surpreende, diz Federação Nacional dos Médicos

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 Incêndio em Vila Nova da Rainha foi há quatro anos. Julgamento em março
30.08.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Incêndio em Vila Nova da Rainha foi há quatro anos. Julgamento em março
30.08.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Saída de Marta Temido não surpreende, diz Federação Nacional dos Médicos

A ministra da Saúde, Marta Temido, apresentou esta madrugada a demissão do cargo. Temido entende que “deixou de ter condições” para exercer as funções de ministra. A demissão foi aceite pelo primeiro-ministro, António Costa. O presidente da Federação Nacional dos Médicos já reagiu à saída da governante. Ao Jornal do Centro, Noel Carrilho considera que o legado de Marta Temido como ministra não pode ser, “de modo algum”, classificado como “particularmente positivo”. “Infelizmente o legado não é de conquista ou de eficácia”, sustenta.

O dirigente diz que não ficou surpreendido com a saída de Temido. “Se tomarmos como critério a ausência de resultados para manter o Serviço Nacional de Saúde a cumprir o seu papel, de assistência atempada e adequada a todos os portugueses e parece até ser assumido no comunicado quando se diz que a ministra tem falta de condições para prosseguir no cargo, não é surpreendente [a saída]”.

Noel Carrilho diz que Marta Temido mostrou “incapacidade de negociar condições de trabalho para manter os médicos no Serviço Nacional de Saúde” e refere que nenhuma medida foi negociada nesse sentido ao longo dos últimos anos quando era óbvio para todos que seria necessário e essencial e poderia ter mitigado pelo menos parte da situação calamitosa que vive o Serviço Nacional de Saúde por falta de médicos”.

Além da “ausência de capacidade de negociação” que, no entender da Federação Nacional dos Médicos “marcará sem dúvida” a atuação de Marta Temido, Noel Carrilho lembra que a pandemia foi acompanhada “de uma exigência” que não foi recompensada com a “criação de condições de trabalho para que [os médicos] possam continuar no Serviço Nacional de Saúde”.

O dirigente diz que da parte do Governo e da ministra da Saúde foi só vista “uma das faces da moeda que foi a da exigência”. “Fica bem expresso num momento particularmente infeliz em que falou da necessidade da resiliência dos médicos, assumindo que a solução passa por sacrificar ainda mais em termos laborais os médicos e outros profissionais e não por lhes criar mais condições de trabalho”.

Sobre o próximo ministro ou ministra, Noel Carrilho acredita que “é absolutamente essencial que tenha capacidade de negociação”. O presidente da Federação Nacional dos Médicos pede ainda que “venha imbuído por parte do Governo com peso político para que possa resolver os problemas”.

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