exército ctoe força destacada
dolmén antelas 2
andre cunha
herdade santiago
quartos apartamentos imobiliário viseu foto jc
arrendar casa

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25

Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…

14.08.25

Seguimos caminho por Guimarães, berço de Portugal e guardiã de memórias antigas….

07.08.25
tribunal_justica_2
Bruno Rocha 2025 Cinfães
jose laires
miss teen
praia da carriça
herdade santiago
Home » Notícias » Lifestyle » Sangue novo em veias antigas leva artistas ao património do Vale do Varosa

Sangue novo em veias antigas leva artistas ao património do Vale do Varosa

pub
 Sangue novo em veias antigas leva artistas ao património do Vale do Varosa - Jornal do Centro
15.04.21
fotografia: Jornal do Centro
partilhar
 Sangue novo em veias antigas leva artistas ao património do Vale do Varosa - Jornal do Centro
15.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
pub
 Sangue novo em veias antigas leva artistas ao património do Vale do Varosa - Jornal do Centro

Monumentos do Vale do Varosa, na região do Douro, serão palco de espetáculos de jovens em formação na área da música e das artes performativas, disse o promotor do projeto sangue novo em veias antigas.

“Para nós, é essencial este triângulo do património edificado e a história das pessoas. Isto é base e, por isso, o projeto sangue novo em veias antigas arranca não com espetáculos, mas com ações de formação e sensibilização para o património monástico do Vale do Varosa”, explicou João Pereira.

Este ator e professor de teatro em contexto terapêutico há 25 anos falou sempre no plural uma vez que é promotor do projeto que está afeto à rede do Vale do Varosa, que, por sua vez, está sob a responsabilidade e gestão do Museu de Lamego.

“Embora seja paisagística e endogenamente rica, porque a zona do Douro é de um património riquíssimo, não deixa de ser do interior onde ainda há um trabalho a fazer ao nível da sensibilização para a arte e para a cultura e muito particular para a dança, música, teatro e artes performativas”, defendeu.

Assim, este portuense que conhece este território do Douro “desde pequeno” aprofundou “um bocadinho mais a relação com a região” numa fase mais adulta para agora avançar com este projeto que tem como “objetivo principal dar palco a jovens músicos e bailarinos em formação numa zona do interior do país”.

“Um dos eixos importantes passa também pela descentralização da oferta cultural e depois pela formação e fidelização de públicos, sensibilizando-os para o património e para a expressão artística, premissa nem sempre evidente em zonas mais interiores do nosso país”, considerou.

Antes dos espetáculos há um trabalho “muito importante” a ser feito, ou seja, “é essencial, quando um artista se apresenta nestes espaços, que saiba a sua história” e, por isso, o “sangue novo em veias antigas arrancou, em 2020, com formação”.

“É aquilo que entendemos ser de particular importância e de uma pertinência absoluta: formação para o património monástico do Vale do Varosa, ou seja, contar a história daquele património”, defendeu João Pereira.
Para isso, foram criadas parcerias com escolas, academias, estúdios de dança e também com bandas filarmónicas, “porque em muitas zonas do interior são um centro muito importante na formação de músicos” e o objetivo é ter parceiros do ensino artístico.

Nesse sentido, explicou, realizaram-se formações em novembro e dezembro, na Covilhã e Porto, respetivamente, e em janeiro foram interrompidas devido à suspensão do ano letivo por causa da pandemia, porque deveriam ir até maio com instituições de Castelo Branco, Paredes, Penafiel, Lamego e Tarouca.
“Até ao momento conseguimos chegar a cerca de 150 jovens, embora o objetivo era ter chegado, nesta altura, a cerca de 500, mas a pandemia não permitiu cumprir com o desejado” embora os espetáculos comecem em maio.

O primeiro está agendado para dia 29, no Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, “com a EPABI, a Escola das Artes da Covilhã, a antiga Escola Profissional das Artes da Beira Interior e a estes miúdos juntam-se outros da Academia de Música de Tarouca”.
“A pandemia está a dificultar a calendarização, mas já há umas âncoras mais ou menos definidas. De maio a outubro haverá a periodicidade de um concerto ou um espetáculo por mês entre música e dança, no mesmo espaço, mas não misturados, a música e a dança são espetáculos distintos. Música e dança em cada uma das apresentações”, esclareceu.

Assim, os cinco monumentos do Vale do Varosa, sobre os quais os jovens artistas receberam formação, são palco para as suas apresentações. No concelho de Lamego são o Convento de Santo António de Ferreirim e a Capela de São Pedro de Balsemão.
No concelho vizinho de Tarouca, também no distrito de Viseu, são o Mosteiro de São João de Tarouca, o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas e a Ponte Fortificada da Ucanha.

“Vamos pretender que as obras tocadas ou dançadas sejam anteriores a 1834, ano da extinção das ordens religiosas em Portugal, uma vez que a maioria desse património, cinco monumentos, estão ligados às ordens monásticas, germinais do Portugal do século XII, nomeadamente a ordem de Cister e a ordem Franciscana”, adiantou.
João Pereira disse que querem “estabelecer este vínculo de historicidade com o próprio património junto dos jovens”, porque, no seu entender, “conhecendo eles a história dos espaços, vão respeitá-los, vão apropriar-se desses espaços e, com certeza, quando produzirem lá a sua arte estarão imbuídos também neste espírito histórico que é essencial para uma identificação efetiva de uma identidade”.

“Esta é uma das particularidades e um dos pontos fortes deste nosso conceito de sangue novo em veias antigas. É uma pedagogia e literacia para o património e conhecimento histórico, para que a arte faça ainda mais sentido e, por isso, a escolha do reportório, quer os bailarinos, os músicos, os atores ou as artes performativas, tem de ter uma relação direta com o património”, assumiu.

Sangue novo em veias antigas “anno I”, como determinou João Pereira, termina em outubro, após os espetáculos, para “se fazer um apanhado do que aconteceu” com as instituições “conhecidas e próximas” e depois “convidar de outros locais como o Alentejo, Algarve e ilhas, porque a ideia é cobrir todo o país”.
“Para que todos os jovens em formação artística do território nacional se possam encontrar no Vale do Varosa em 2022, no anno II do sangue novo em veias antigas” e, se, no futuro, tiver “pertinência, porque não num outro agregado patrimonial” e “poderá ser estendido a todo o país”.

João Pereira lembrou que, no dia 31 de março, no Convento de Santo António de Ferreirim, foi “oficializado o projeto com a assinatura de um protocolo”, na altura com a Direção Regional da Cultura do Norte e os municípios de Tarouca e de Lamego para a existência deste agente intermediário, no valor de 15 mil euros

pub
 Sangue novo em veias antigas leva artistas ao património do Vale do Varosa - Jornal do Centro

Outras notícias

pub
 Sangue novo em veias antigas leva artistas ao património do Vale do Varosa - Jornal do Centro

Notícias relacionadas

Procurar