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Sapadores florestais pedem melhores condições de trabalho

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 Sapadores florestais pedem melhores condições de trabalho - Jornal do Centro
21.06.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Sapadores florestais pedem melhores condições de trabalho - Jornal do Centro
21.06.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Sapadores florestais pedem melhores condições de trabalho - Jornal do Centro

Os Sapadores Florestais pedem melhores condições laborais e salariais no desempenho das funções. Uma luta de há muito e que volta agora à discussão por iniciativa do Sindicato Nacional da Proteção Civil, que esta segunda-feira convidou a deputada independente Cristina Rodrigues para ver no terreno as condições de trabalho destes trabalhadores.

Alexandre Carvalho, coordenador nacional do Sector de Conservação da Natureza e das Florestas do Sindicato Nacional da Proteção Civil (SNPC), acredita que é preciso proteger estes trabalhadores.

“Carreiras e estatutos profissionais e aumento do salário é a luta do Sindicato. É preciso ver as condições de trabalho destes homens, porque estes operacionais ganham 665 euros, o ordenado mínimo nacional, e fazem um trabalho de inverno na silvicultura preventiva e ações de apoio à Proteção Civil municipal, onde estão alocados, e no verão trabalham nos incêndios, na vigilância, na primeira intervenção, apoio ao combate, ações de vigilância, de rescaldo.
Ou seja, fazem todo um papel na floresta e é preciso ver as condições destes profissionais para que depois na Assembleia da República possam ser aplicadas leis de apoio aos trabalhadores e não contra eles”, sublinha.

Segundo o sindicalista, esta é uma luta que dura há já 22 anos e que entregar equipamentos não resolve o problema.

“O programa sapador florestal existe há 22 anos, são 22 anos de luta, não é de agora. Ano após ano tem-se pedido ajuda, só que essas ajudam vem através de equipamentos. Em 2017 alguém se lembrou que os sapadores florestais faziam muita falta à nossa floresta, então dotou-se os sapadores de carrinhas e tratores. Concordamos com isso mas o que é preciso é valorizar os trabalhadores. Criar carreiras, criar estatutos, aumentar salários, criar condições laborais para que esses trabalhadores, um trator não se conduz sozinho”, desabafa.

Alexandre Carvalho garante ainda que as atuais condições de trabalho estão a afastar novos elementos.

“Nos concursos públicos, como por exemplo o da CIM Viseu Dão Lafões, em 10 para entrar entram cinco ou sete. Começam a ver a realidade e dureza do trabalho e vão-se embora. Face ao trabalho e as condições monetárias é impeditivo. Quem é o “tolo” que vem trabalhar à chuva, ao frio, ao calor, nestes terrenos? Ninguém.”, frisa.

Costa Velho, secretário geral do SNPC, garante que se for preciso ir para a rua pedir melhores condições ou fazer greve, assim o farão.

“Vamos preparar uma luta a nível nacional. Estes homens não protestam mas alguém vai ter que protestar por eles. É a nossa obrigação tentar melhorar as condições de vida destes trabalhadores”, assegura.

Costa Velho destaca ainda o esforço já feito para chegar aos representantes governamentais e que não têm surtido efeito.

“Fizemos duas reuniões com o secretário de Estado Eng. João Catarino, em Castelo Branco e Lisboa. Na de Castelo Branco foi prometido que seria enviado, em janeiro deste ano, para o Sindicato um draft [rascunho] do estatuto de carreiras que estavam a desenvolver e que iríamos ter a carreira dos sapadores. Não cumpriu. Em Lisboa já não disse o mesmo. Entretanto já pedimos mais reuniões que são enviadas para outros departamentos e nem resposta temos. Já protestamos em frente ao Ministério do Ambiente e também não deu em nada. E já pedimos mudanças de horários que também nunca se concretizou”, assume.

Na visita ao terreno, em Silvã de Baixo, no concelho de Sátão, onde foi possível ver o trabalho que os sapadores desenvolvem diariamente, mesmo em terrenos difíceis e em dia de chuva como foi o caso, a deputada independente Cristina Rodrigues destacou a importância de estes homens se fazerem ouvir no parlamento.

“Acho que há uma falta de reconhecimento e valorização do trabalho que estes homens fazem e é urgente revertermos esta situação porque têm um papel fundamental na prevenção e combate a incêndios. Acho que é importante ouvir o sindicato no parlamento, e levar a voz destas pessoas à Assembleia da República para depois haver uma sensibilização dos restantes partidos e representantes parlamentares porque temos mesmo que mudar esta realidade”, garante.

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