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Seca: produtores de maçã racionam regas

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 Seca: produtores de maçã racionam regas - Jornal do Centro
25.07.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Seca: produtores de maçã racionam regas - Jornal do Centro
25.07.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Seca: produtores de maçã racionam regas - Jornal do Centro

A falta de água está a causar graves prejuízos na fruticultura do distrito de Viseu. Fruticultores e produtores de maçã, mirtilos e vinhos estão preocupados com esta situação, sendo que os prejuízos já são consideráveis nas suas produções. O distrito tem passado por seca severa nos últimos meses.

A produção de maçã na região do Távora, que integra Moimenta da Beira, está com uma quebra de produção na ordem dos 90 por cento. O presidente da Associação de Fruticultores da Beira Távora, Oliva Teles, diz que a falta de água tem motivado a menos rega nos pomares de maçã.

“Há muitos agricultores que não vão poder ter as necessárias regas nos seus pomares. Há agricultores que estão a regar apenas meia-hora por dia, quando deviam regar duas ou três horas. Mesmo na albufeira da barragem, aquilo o que se vê até mete dó”, afirma.

Oliva Teles teme que a situação se agrave ainda mais em agosto. “Há já uma quebra de água que não sei se vai chegar a meados de agosto, porque depende das condições climatéricas, mas não me parece que vamos ter grandes melhorias”, acrescenta.

Mais a sul do distrito, também a Cooperativa Agropecuária dos Agricultores de Mangualde se queixa de avultados prejuízos na ordem dos cinco milhões de euros, sobretudo na produção de mirtilos.

“Nós estamos perante um cenário em que vários fatores convergem para um estado de grande dificuldade para os produtores, por um lado com a questão da escassez da água e das captações que todos têm para as suas explorações e, por outro, com as altíssimas temperaturas que se têm feito sentir nas últimas semanas”, refere o presidente da COAPE, Rui Costa.

O dirigente faz, para já, “um balanço muito negativo”, afirmando que a produção tem ficado “muito abaixo do que era previsível para esta campanha”, com uma quebra de 30 por cento.

Mais otimista, mas ainda com algumas reservas, está o presidente da Comissão Vitivinícola Regional de Távora-Varosa, José Fernandes Pereira, que garante que a região conhecida pela produção de vinhos e espumantes ainda não está fortemente afetada pela seca.

“Temos as videiras sanitariamente bem e a produção é boa. Nesta altura, ainda não estamos a ser muito afetados, mas, a manter-se este tempo, também vamos ser afetados como qualquer outra região”, acrescenta.

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