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O país aprendeu com os incêndios de 2017, mas o Serviço Nacional de Saúde está agora pior, garante o presidente do Colégio de Competência em Emergência Médica da Ordem dos Médicos, Vítor Almeida.
O também clínico no Hospital de Viseu reitera que o SNS está neste momento “no limite” e sob muita pressão, na grande época de combate aos incêndios florestais. Sobre os fogos, Vítor Almeida defende que os riscos têm sido reduzidos graças às medidas adotadas pelas autoridades.
“Penso que, do ponto de vista das medidas de proteção, tem havido cuidado em minimizar os riscos para a população, daí que as ocorrências graves que temos verificado, para o número de ignições que temos e a gravidade das situações, são de facto muito baixas”, afirma defendendo que as coisas até estão a correr bem este ano, ao contrário de 2017.
O médico garante que a Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Viseu tem estado sempre operacional. , a região estava em risco de ficar sem socorro pré-hospitalar por causa da paragem da VMER da Guarda.
“Neste momento, não temos capacidade a 100 por cento em Guarda, Castelo Branco e Covilhã porque não têm médicos escalados e, como tal, não funcionam. A capacidade de resposta no interior é muito abaixo do estândar de uma Europa civilizada”, lamenta Vítor Almeida, que alerta também para o risco da perda de capacidade de intervenção em caso de catástrofes como os incêndios.
Em declarações ao Jornal do Centro, Vítor Almeida diz que, apesar de ter havido “algumas mudanças estruturais”, o grande desafio para o SNS será garantir a resposta “com pessoas devidamente formadas e treinadas”. “O SNS está com mais dificuldade na capacidade de resposta do que em 2017”, argumenta.
O dirigente da Ordem dos Médicos defende que a solução para o SNS tem de ser multifacetada e lembra a proposta de criação da especialidade de medicina de urgência, recentemente defendida pelo bastonário da Ordem, Miguel Guimarães, uma ideia que está a levantar “alguma resistência dos colegas, sobretudo os mais velhos, e muitos deles nem sequer trabalham no sistema”.
Além disso, o médico de Viseu defende também o reforço de mais pessoal fixo no SNS, nomeadamente “pessoas a tempo inteiro nas urgências com equipas fixas devidamente formadas”.
“A segunda questão é fixar médicos com carreiras devidamente garantidas e com condições laborais dignas no SNS. Também aí, temos perdido alguma capacidade de resposta porque eles abandonam o SNS, são mal pagos e não são remunerados como deviam. Portanto, nós temos que reforçar o eixo médico, mas também não podemos esquecer dos bombeiros e dos técnicos de emergência pré-hospitalar, que também devem ser reforçados”, sustenta.