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Short Age lança livro de curtas-metragens com som idealizadas para Viseu

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 Short Age lança livro de curtas-metragens com som idealizadas para Viseu - Jornal do Centro
12.06.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Short Age lança livro de curtas-metragens com som idealizadas para Viseu - Jornal do Centro
12.06.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Short Age lança livro de curtas-metragens com som idealizadas para Viseu - Jornal do Centro

O projeto Short Age lança este sábado, dia 12, na Incubadora do Centro Histórico em Viseu, o livro “Novos Argumentos” composto por argumentos de curtas-metragens escritas para Viseu.
Este projeto surgiu em 2020 como resposta à pandemia. Segundo Luís Belo, um dos representantes do Short Age, os envolvidos no projeto tinham vontade de “mostrar cinema ou tentar estar o mais próximo do cinema possível”.
Para a curta “ficar quase completa, só faltava a banda sonora”, justificou Luís Belo que disse terem desafiado músicos a criarem originais para cada um dos contos e assim “foi também forma de, durante o confinamento, ter vários autores a criarem”.

Samuel Martins Coelho, Bruno Pinto, Ricardo Santos Rocha, L Filipe dos Santos, Teresa Gentil, Dennis Xavier, Gustavo Dinis e Leonardo Outeiro dão som aos oito contos que agora se reúnem em livro, que podem ser ouvidos através do leitor de código ‘QR’ do telemóvel.
Já Guilherme Gomes, Rui M. Ribeiro e Ana Seia de Matos assinam por Viseu os argumentos e a estes juntam-se Joana Bértholo, Luís Campos, Jerónimo Rocha, Vera Casaca, Francisco Pereira Coutinho e Miguel Clara Vasconcelos.
“Cada argumento guarda a essência de uma história e, ao publicarmos estes oito novos argumentos, destacamos a elaborada arte de escrever para um ecrã. Nestas páginas vemos com a imaginação”, defendeu Luís Belo.
“Já que não podemos sair, já que não podemos estar na rua a filmar… então porque não escrever?”, questionou e assim desafiaram autores a escrever oito argumentos, que vão desde o romance, terror e comédia à ficção e estão agora a ser publicados no livro “Novos Argumentos”. Apesar de os argumentos terem sido idealizadas para Viseu, não é um objetivo primordial para o Short Age filmar estas curtas-metragens.
“Uma das coisas que queremos fazer com este projeto é valorizar esta parte do processo. O facto de estarmos a escrever um argumento, ter a ideia, para nós é essencial, mas nem sempre é tão valorizado quanto isso”, diz Luís Belo. No entanto, se houver artistas interessados em filmar estas histórias, serão recebidos com agrado pelos membros do Short Age.

De maio a dezembro, foi lançado, na plataforma ‘shortage.online’, todos os meses, um conto, com respetiva ilustração e banda sonora, que estão “agora reunidos num livro e, a verdade, é que ao serem publicados, o destaque vai para um elemento que, normalmente é descurado, a ideia” das ‘curtas’.

“Uma coisa que me tenho apercebido, durante sete anos a exibir ‘curtas’ em Viseu, é que grande parte delas perde neste ponto da ideia e da palavra e, para mim, essa é a matéria-prima que valorizamos ao publicar este livro”, defendeu.

Neste sentido, Luís Belo considerou que “todos os filmes começam numa ideia e essa ideia, antes de ser imagem, é palavra”, até porque, atualmente, “a imagem das ‘curtas’ é tão boa, quer pelos meios tecnológicos quer pelo crescimento dos profissionais, que a ideia passa para segundo plano”.

“Mas, com o custo que a realização de uma ‘curta’ tem, ao estimularmos a escrita, estamos a abrir portas para possíveis concretizações, quer pelos autores ou por terceiros que, ao ler, se sintam entusiasmados. Seria incrível para nós que uma coisa que estimulámos a criar se viesse a concretizar”, admitiu.

Entretanto, Luís Belo defendeu que cada leitor, ao confrontar-se com estes contos, “já consegue fazer a ‘curta’ na sua mente, mais do que outros livros, porque este foi feito precisamente para criar imagens, porque até a banda sonora lá está”.

“E mais do que, possivelmente, imaginares toda uma envolvência, o teu cérebro coloca-te num plano mais fechado tal como aparece no ecrã, porque o argumento, da forma como está escrito, leva-te a isso mesmo e, assim, cada leitor realiza a sua ‘curta’ com este livro”, apontou.

Para já, a partir do lançamento do primeiro volume dos “Novos Argumentos”, “porque já estão mais autores desafiados para um segundo volume”, estão 150 livros à venda através da plataforma.

Para marcar o momento, a dupla do projeto “short age” desafiou as atrizes Raquel Costa e Rita Camões a fazerem uma leitura encenada de contos, na Incubadora do Centro Histórico de Viseu, pelas 17h00 deste sábado.
O Short Age realizará algumas atividades ao longo deste ano de 2021, desde sessões de cinema com os realizadores e sessões de leitura.

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