No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…
Seguimos caminho por Guimarães, berço de Portugal e guardiã de memórias antigas….
É já esta quarta-feira (dia 7) que Simone de Oliveira regressa aos palcos em Carregal do Sal para atuar na peça “O Alfaiate de Odessa”. O espetáculo produzido pela companhia Contracanto sobe aos palcos até 18 de dezembro.
Além de Simone de Oliveira, o elenco de “O Alfaiate de Odessa” é também composto pelos atores Carlos Quintas, Helena Montez e Diogo Martins e pelo grupo Contracanto, com participação da comunidade.
Segundo os promotores, a peça passa-se num contexto de guerra, mas “pretende ser uma peça sobre paz e a esperança de dias melhores”. A peça de Sandra Leal é encenada por António Leal, com música de Simon Wadsworth.
O espetáculo decorre num contexto de guerra na Ucrânia, que “perdeu a vida vibrante” há meses, segundo a sua sinopse. “A guerra levou as pessoas que a respiravam e a estratégica cidade portuária parece agora um postal antigo e queimado do sol, esquecido numa mala deixada para trás”, conta.
Em Odessa, apenas permaneceu Vadym (Carlos Quintas), um solitário morador e que deve a Yaryna (Simone de Oliveira) uma vida sem solidão, pois esta já assistiu a muitas guerras e não quer fugir.
Sem idade para recomeçar, Yaryna, que herdara a máquina de costura do seu pai, ensinou a Vadym a arte de dar vida aos tecidos quando ele era apenas um miúdo perdido nas ruas de Odessa e ela o acolheu.
“Os tecidos, as linhas e a máquina de costura salvaram Vadym de uma vida marginal nas ruas. Yaryna sempre lhe jurou que não era coincidência. Aquela máquina de costura era portadora de magia e capaz do milagre mais improvável. Vadym sorria com carinho condescendente perante as fantasias que Yaryna lhe repetia, desde quando era criança”, refere o resumo da história.
Mas, já adulto, Vadym cobriu a máquina de costura antiga com o último pedaço de cetim azul que tinha e desistiu de acreditar em milagres “até àquele Natal em que a guerra parou por causa” da máquina de Yaryna.
Simone de Oliveira, de 84 anos, despediu-se dos palcos em 29 de março com um concerto intitulado “Sim, sou eu”, no Coliseu de Lisboa, pondo fim a uma carreira de 65 anos. Mas, agora, a artista volta aos palcos para participar na peça cuja lotação para o primeiro dia já está esgotada. A sessão de estreia está marcada para as 21h30.
Ao fim de semana, nos dias 10 e 17 de dezembro, o espetáculo vai ser apresentado em duas sessões às 16h00 e 21h30. Já a 11 e 18, subirá ao palco apenas a partir das 16h00.