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Enrico Maria Rondone chegou a Portugal há três anos e meio. Natural de Nápoles, em Itália, estabeleceu-se em Viseu, onde frequenta o curso de medicina dentária na Universidade Católica.
“Escolhi iniciar esta viagem para conseguir o título de dentista. Há muito tempo que tenho esse sonho e Viseu e o Portugal deram-me essa possibilidade”, refere o jovem, de 27 anos, que já tem uma licenciatura em higiene oral por uma faculdade italiana.
Enrico não esconde que a mudança de país “não foi fácil”. A adaptação à nova realidade, à língua portuguesa, tudo foi complicado para ele, que até ao momento em que deixou Nápoles “nunca, ou poucas vezes, tinha saído” da sua zona de conforto.
“Mas muito rapidamente a situação mudou para melhor, encontrei uma cidade e uma população bastante aberta e inclusiva que me ajudou na mudança”, garante.
A principal barreira que enfrentou foi o idioma. No início nem sempre se conseguia expressar e comunicar, mas com algum esforço lá aprendeu português e a sua integração foi “mais fácil”.
Enrico considera Viseu uma cidade “muito bem organizada”, com tudo o que precisa.
“É uma cidade que permite viver em harmonia com os espaços públicos, com ciclovias e que te permite chegar a qualquer lugar a pé. É bastante grande, desenvolvida e oferece todos os confortos que precisamos, mas sem aquele barulho das grandes metrópoles”, defende.
O tempo cinzento e chuvoso, que o obriga a sair de casa com chapéu é o que mais lhe mete confusão, até porque o clima das terras de Viriato é bem diferente de Nápoles.
O futuro dentista considera Portugal a sua segunda casa. Promete levar “Portugal e os portugueses no coração” quando voltar ao país natal.
Nem a pandemia o fez querer voltar a Itália. O sonho de ser dentista falou sempre mais alto.
“A minha vida agora e para os próximos dois anos é aqui. Além disso, durante a pandemia a população portuguesa não deixou ninguém para trás”, conclui.