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Terrenos alagados em Mangualde. Problema arrasta-se há um ano e meio

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 Terrenos alagados em Mangualde. Problema arrasta-se há um ano e meio - Jornal do Centro
05.01.23
fotografia: Jornal do Centro
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 Terrenos alagados em Mangualde. Problema arrasta-se há um ano e meio - Jornal do Centro
05.01.23
Fotografia: Jornal do Centro
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 Terrenos alagados em Mangualde. Problema arrasta-se há um ano e meio - Jornal do Centro

Dezenas de hectares de terrenos agrícolas e florestais estão alagados no concelho de Mangualde, depois de o sistema de escoamento de águas da Linha da Beira Alta ter deixado de funcionar. O problema já se arrasta desde há um ano e meio, mas a chuva intensa dos últimos dias só o agravou.

A população está à espera de uma solução desde 2021, altura em que recebeu a garantia de que o problema seria resolvido.

Agora, já com a requalificação da Linha da Beira Alta a decorrer, os populares queixam-se de que nada foi feito. De acordo com o que foi divulgado pela SIC, os populares adiantam que os terrenos alagados sempre foram bastante cobiçados, mas agora estão desvalorizados.

Em resposta, a Infraestruturas de Portugal descartou qualquer responsabilidade pela situação. A empresa que gere a rede ferroviária nacional garantiu que, em 2021, foi feito um corte de vegetação e limpeza do canal de escoamento e que o problema verificado não tem qualquer relação com a intervenção em curso na Linha da Beira Alta.

As obras de requalificação do troço da linha entre Mangualde e Celorico da Beira têm um investimento previsto de 68 milhões de euros. A obra foi entregue ao empreiteiro em setembro de 2021 e o troço tem uma distância de 35 quilómetros. A Linha da Beira Alta foi encerrada para obras no troço Pampilhosa-Guarda em abril do ano passado, deixando a região de Viseu sem acesso ao comboio.

O projeto de modernização da Linha da Beira Alta, que prevê a requalificação de cerca de 190 quilómetros, deveria ter ficado concluído inicialmente em dezembro de 2019, mas a sua conclusão está atrasada há mais de três anos. A reabertura estava prevista para este mês de janeiro, o que não vai acontecer porque os trabalhos estão atrasados.

A declaração de impacto ambiental relativa à duplicação do IP3 entre Coimbra e Viseu não validou a nova variante a Santa Comba Dão, tendo sido antes aprovada a solução de duplicação do atual troço da estrada, obrigando à demolição do atual viaduto da Linha da Beira Alta no cruzamento com o IP3 e comprometendo a data traçada pela Infraestruturas de Portugal para a conclusão das obras no troço ferroviário.

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