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O grupo do PS na Assembleia Municipal de Tondela votou contra o Orçamento para 2023 por considerar que se trata de um documento que “mais não é do que o repositório das obras previstas em anos anteriores que têm estado sucessivamente atrasadas” e que as que são necessárias para o bem-estar das populações “vão ser adiadas”.
O Orçamento foi votado e aprovado pela maioria neste sábado, numa sessão que se realizou em Campo de Besteiros.
“O Orçamento contempla este ano uma previsão de despesas de capital mais de 5 500 000€ inferior ao do ano anterior, o que indicia que mais obras necessárias ao desenvolvimento do concelho e ao bem-estar das populações vão ser adiadas e deixa muitas dúvidas ao que foi o rigor tão propalado da gestão anterior neste campo”, começa por justificar o PS, falando que este Orçamento representa “uma oportunidade perdida” para dar prioridade a áreas essenciais ao combate à “continua e significativa” perda de população, bem como à conservação dos patrimónios ambiental e edificado na área do município.
“Ao grande obstáculo representado pela falta de oferta de habitação à fixação de população nova, não se prevê acções e programas concretos para criar oferta”, realçam os socialistas, lamentando que não tenha sido assumida a decisão política de avançar com a constituição de ARU’s nas diferentes freguesias.
Já quanto ao património ambiental, falam na ausência de projetos concretos e na falta de sensibilidade para avançar com o orçamento participativo.
“Consideramos um erro que a maioria não tenha acolhido a proposta do PS de avançar com o processo com vista à futura construção de um Pavilhão Multiusos, absolutamente necessário para criar dinâmicas de actividades económicas como feira e exposições nos períodos de Outono/Inverno. Seria o momento adequado já que está em curso o processo de revisão do PDM onde estas estruturas devem estar previstas”, apontaram ainda.
O Orçamento de Tondela tinha já sido aprovado em sede do executivo camarário com um valor de 42.376.601 euros, que reflete as prioridades dadas pelo executivo a áreas como o desenvolvimento económico e a educação.
Aprovada por maioria, com, novamnete, votos contra da oposição socialista, a proposta de orçamento teve em conta o “contexto de grandes constrangimentos” e a esperada “instabilidade e incerteza” da conjuntura económica e social do país em 2023, anunciou, na altura, a autarquia.
Além da educação e do desenvolvimento económico, o documento dá especial atenção às áreas da saúde, da ação social, do turismo e do ambiente e alterações climáticas.
De acordo com a presidente daquela autarquia do distrito de Viseu, Carla Antunes Borges, este orçamento “foi elaborado com a ambição de continuar a construir um concelho de oportunidades, desenvolvendo estratégias de modo a dinamizar a economia, atraindo novas empresas, criando empregos e fixando pessoas”.
O orçamento para 2023 procura também “dar resposta aos grandes desafios que a sociedade atravessa, destacando a área da educação como um eixo importante espelhado”, com intervenções previstas “em vários edifícios do parque escolar, como é o caso da Escola Básica 2/3 do Campo de Besteiros”.