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Transpiração excessiva: o que fazer?

 Transpiração excessiva: o que fazer? - Jornal do Centro
13.07.24
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 Transpiração excessiva: o que fazer? - Jornal do Centro

por
Arlindo Matos

A hiperidrose, ou seja a sudorese excessiva localizada a uma região do corpo (palma das mãos, axilas, face, planta dos pés), não deve ser confundida com outras situações de hipersudorese generalizada. Assim, esta não deve ser considerada uma doença, mas antes um exagero fisiológico, que pode afetar de forma negativa a vida pessoal, familiar, profissional e social, com repercussões a nível psicológico por vezes muito marcadas.

A hiperidrose resulta de um excesso de produção de suor pelas glândulas sudoríparas da pele daquelas regiões anatómicas em consequência de uma sobre-estimulação que o nervo simpático, parte do sistema nervoso autónomo, exerce nas glândulas produtoras de suor. Esta parte do sistema nervoso, controla de forma independente da nossa vontade consciente, a frequência cardíaca e respiratória, a tensão arterial, para além da produção de suor. Assim, tal como aquelas outras funções fisiológicas, também a hiperidrose se agrava com o stress, a ansiedade e o calor.

O diagnóstico é realizado por um especialista em cirurgia vascular através da história clínica do doente e do exame objetivo, devendo ser excluídas situações de hipersudação generalizada tais como certas patologias da tiroide, doenças pulmonares como a tuberculose, doenças hematológicas como os linfomas, entre outras. Um estudo complementar analítico e imagiológico (RX pulmonar, ecografia, TAC) é suficiente para excluir estas situações.
O tratamento da hiperidrose compreende várias modalidades terapêuticas não curativas, que podem temporariamente aliviar as queixas, tais como a iontoforese para a hiperidrose palmar/plantar (colocação das mãos/pés em solutos hidroeletrolíticos através dos quais se faz passar uma corrente elétrica) e a injecção de toxina botulínica para a hiperidrose axilar. Estas terapêuticas têm contudo eficácia limitada e temporária e podem reaparecer ao fim de 2 a 6 meses. A única opção terapêutica curativa é a cirurgia, que consiste na supressão da hiperestimulação nervosa simpática sobre as glândulas produtoras de suor, a chamada simpaticectomia. Dependendo do território afetado, a cirurgia retira ou destrói, de forma seletiva, os segmentos da cadeia nervosa simpática de onde saem as fibras nervosas responsáveis pela estimulação da sudorese localizada.

Com o desenvolvimento nos últimos anos da cirurgia minimamente invasiva, a simpaticectomia torácica por via toracoscópica – uma técnica minimamente invasiva – revolucionou completamente o tratamento da hiperidrose palmar e axilar. Sob anestesia geral, com apenas duas pequenas incisões nas axilas são removidos os vários gânglios nervosos simpáticos especificamente responsáveis pela hiperidrose palmar, axilar ou facial. A taxa de sucesso da cirurgia é de 98-100%, as complicações são muito raras, e embora a hipersudorese compensatória (aumento da transpiração noutro local do corpo, habitualmente tronco ou coxas) possa surgir de forma imprevisível como efeito colateral, esta é avaliada como não tendo qualquer comparação com a situação clínica inicial, e o grau de satisfação é superior a 95%.

Arlindo Matos, Coordenador de Angiologia e Cirurgia Vascular no Hospital CUF Viseu.

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