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É um momento complicado pelo qual passa o Académico de Viseu. O clube viseense que até há cinco jogos fazia um campeonato tranquilo, para alguns até acima das expectativas, tem vindo a descer a olhos vistos na tabela classificativa. Nos últimos cinco encontros, os academistas não sabem o que é ganhar… nem marcar.
A contestação tem subido de tom nos estádios e nas redes sociais onde os adeptos têm mostrado descontentamento com a incapacidade que a equipa demonstra de marcar golos e de triunfar.
Luís Miguel Loureiro é um dos adeptos do Académico que mais segue a equipa, tanto a jogar em casa, em Aveiro, como quando joga fora e alguma coisa tem de mudar para que os resultados positivos comecem a aparecer. “Temos este ano como já não tínhamos há alguns anos. A meu ver seria para estarmos confortáveis acima do meio da tabela. Isso não está a acontecer e começa a ser preocupante. Está a haver falta de ideias. E já passa um pouco por uma alteração das ideias que vêm do banco”, defende.
Treinador rejeita desmotivação dos jogadores e garante que mensagem passa
Para este adepto, “o discurso do treinador já começa a cansar”, referindo que o clube tem de “jogar para ganhar e não para o empate ou para não perder”, apesar de reconhecer que o orçamento do clube viseense é menor do que o de outras equipas. “Um ou outro reforço pode vir acrescentar algo à equipa, talvez para o meio campo, para o ataque, para as alas, mas acho que essencialmente passa por novas ideias”, acrescenta Luís Miguel Loureiro.
Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo, o treinador do Académico foi questionado sobre se a mensagem do técnico ainda passa para o plantel. Zé Gomes garantiu que sim e que os jogadores continuam a treinar com vontade e motivados para darem a volta à situação.
Adeptos pedem reação da direção do clube
A preocupação é sentida para os lados do Fontelo, ou de Aveiro, onde agora joga o Académico. “Estamos há cinco jogos sem ganhar, estou ainda mais preocupado porque estamos há cinco jogos sem marcar. A vitória é golos. Sem golos não há pontos”, referindo que “ao mesmo tempo vejo o jogo com o Benfica B, em que o Académico faz melhor jogo, o Benfica foi mais eficaz”. Em jeito de brincadeira, o adepto conclui que “parece que anda aqui bruxedo também”, vincando que os jogadores treinam e “estão lá para fazer golos.
E sem em campo a equipa não marca, nem ganha, a estrutura também demora a tomar decisões, defende Luís Loureiro. “Temos feito chegar o descontentamento. A culpa é da equipa, do treinador, de todos. Ninguém trabalha sozinho. Mostramos que estamos do lado da equipa porque vemos entrega e vontade, mas faltam ideias. Temos de mostrar o descontentamento pela falta de ideias e temos de fazer pressão. Há que fazer uma pequena revolução na falta de ideias e a administração está a tardar muito em tomar decisões, porque quanto mais atrasa, mais pode ser prejudicial ao Académico. Vamos aguardar”, adianta o adepto do clube viseense.
“Quando alugas uma casa, não te sentes como na tua própria casa”, defende Luís Miguel Loureiro
O Académico jogar em casa desde o início da época. Algo que pode também estar a criar dificuldades acrescidas. E o regresso ao Fontelo tarda em acontecer e respostas, garante Luís Loureiro, não chegam. “Era em novembro, depois passou para dezembro. Se calhar passa para janeiro… Se vai para fevereiro já não sei… Mas esperávamos começar em janeiro lá”, refere. Questionado sobre se esta situação de nunca jogar em casa influencia o rendimento, este adepto é claro. “Acho que influencia sempre. Está bem que a viagem não é muito longa, mas não deixa de ser cansativo. Não tens o conforto de casa. Se alugas uma casa para ires de férias, não te sentes tão bem como na própria casa. O facto de jogar em Aveiro, acaba por não levar tantos adeptos, porque temos horários ridículos por causa do Beira-Mar e de outras equipas que lá jogam”, revela.
É em Aveiro que esta quarta-feira o Académico vai jogar. A receção ao Nacional da Madeira marca o reencontro de Rui Borges, técnico dos madeirenses, com o Académico, clube que orientou no passado. O jogo tem início às três e meia da tarde.