Três dos cinco indivíduos constituídos arguidos na mega-operação da GNR para desmantelar uma rede internacional de furto de viaturas são da região de Viseu. Um homem de 69 anos foi ainda detido por posse ilegal de armas.
Em declarações ao Jornal do Centro, o tenente-coronel Adriano Resende, relações-públicas da GNR de Viseu explicou que as detenções aconteceram no decorrer de uma investigação que se iniciou no mês de março, “num operador de resíduos – em São Pedro do Sul – e que ao fiscalizar nos deu a entender que havia viaturas que não estariam bem e que pendiam processos de furto sobre elas o que se verificou”.
Segundo o tenente-coronel, os militares desmantelaram um esquema “com um conjunto de cidadãos portugueses que com as suas ligações furtavam viaturas em países estrangeiros, nomeadamente, França Suíça e Espanha, traziam para Portugal e eram recebidas, rececionadas, desmanteladas e vendidas em peças”.
No decorrer da investigação, a GNR cumpriu um total de 259 buscas, sete mandados de busca domiciliária e a 252 buscas não domiciliárias, nomeadamente, em “recintos, parques, residências, oficinas e sucateiras”.
As buscas decorreram em concelhos do distrito de Viseu (São Pedro do Sul, Viseu, Mangualde e Sernancelhe); Guarda (Seia); Aveiro (Vagos) e Braga (Vila Nova de Famalicão e Celorico de Basto) onde também foi apreendido diverso material.
A lista de material apreendido, segundo a GNR, contabiliza “14 veículos de alta cilindrada, duas caçadeiras, 47 cartuchos, uma pistola de alarme, uma pressão de ar, dois bastões extensíveis e um gás-pimenta”.
E ainda “várias matrículas associadas a veículos furtados, documentos de identificação de veículos furtados, conjuntos de punção para viciação dos números de chassis, três máquinas de diagnóstico de veículos, três telemóveis, oito catalisadores e diverso material informático”, acrescenta a GNR, em comunicado.
Neste momento, a investigação prossegue para “perceber se esta documentação e matrículas apreendidas também se relacionam com viaturas furtadas”.
A GNR de Viseu, que contou nesta operação com reforço de outras valências do comando territorial do distrito e ainda da GNR de Aveiro, de Braga e da Guarda, remeteu os factos para o Tribunal Judicial de Viseu.