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Tuberculose: norte do distrito de Viseu com maior taxa de notificação de casos

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 Tuberculose: norte do distrito de Viseu com maior taxa de notificação de casos - Jornal do Centro
23.03.23
fotografia: Jornal do Centro
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 Tuberculose: norte do distrito de Viseu com maior taxa de notificação de casos - Jornal do Centro
23.03.23
Fotografia: Jornal do Centro
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 Tuberculose: norte do distrito de Viseu com maior taxa de notificação de casos - Jornal do Centro

Há uma diminuição da taxa de notificação de casos de tuberculose no distrito de Viseu, mas os concelhos mais a norte são os que apresentam um índice mais elevado. Dos 24 municípios, Resende (27,6%) e Cinfães (21,9) são os que tem o valor mais alto, de acordo com  Relatório de Vigilância e Monitorização da Tuberculose em Portugal de 2022, publicado pelo Programa Nacional para a Tuberculose da Direção-Geral da Saúde, e que se refere ao período entre 2017 e 2021.

A taxa de notificação no distrito de Viseu é de 10,57 (por 100 mil habitantes) e em cinco anos foram detetados 187 casos. É o sétimo distrito, em 18, com a maior taxa, mas com a tendência a baixar. Se em 2016 foram notificadas 47 situações, em 2021 o número diminuiu para 28.

Na análise por concelho, com uma taxa de notificação superior a 20 casos/100.000 habitantes estão Resende e Cinfães, seguem-se Lamego (16,9) e Penalva do Castelo (14,1).
Em números absolutos, nos cinco anos em análise, Viseu foi o concelho com o maior número de casos (40), seguindo-se Lamego (21), Cinfães (20) e Resende (16). Com a taxa de notificação mais baixa está o concelho de Santa Comba Dão (1,9%).

E a nível nacional, em que o número de casos de tuberculose tem vindo a diminuir, as regiões Norte (17,3) e de Lisboa e Vale do Tejo (16,5) são as que apresentam mais novos casos de tuberculose por 100 mil habitantes. Números que fazem com que Portugal continue ainda a ser o país da Europa Ocidental com a taxa de incidência de tuberculose mais elevada. Em 2021 foram notificados 1513 casos.

Os homens continuam a ser mais afetados do que as mulheres (66,4% do total de casos notificados em 2021), especialmente na idade adulta. Em 2021, 2,8% do total de casos ocorreram em crianças e adolescentes com idade inferior a 15 anos. A população imigrante mantém-se como uma população em maior vulnerabilidade, com uma taxa de notificação 3,8 vezes superior à média nacional (55,8 por 100 mil em 2021) embora se tenha verificado uma redução na proporção de casos, em comparação com 2020.

Em Portugal, a tuberculose afeta sobretudo populações vulneráveis, onde se incluem pessoas que vivem com VIH, imigrantes, pessoas em situação de sem-abrigo ou reclusão, pessoas com dependências e pessoas com exposição ocupacional à sílica.

A localização mais frequente da doença continua a ser pulmonar (71,2% em 2021) e em 2021 confirmou-se uma tendência crescente da demora atribuída ao utente (desde a data de início de sintomas até à data do primeiro contacto com os serviços de saúde, de 40 para 51 dias e um decréscimo ligeiro da demora atribuída aos serviços de saúde (de 13 para 11 dias).
Analisando a mediana de dias até ao diagnóstico por regiões, verificou-se que a Região Autónoma da Madeira apresentou o maior atraso no diagnóstico (183 dias), seguindo-se a região Norte (90 dias), região de Lisboa e Vale do Tejo (87 dias), Alentejo (71 dias), região Centro (69 dias), Algarve (55 dias) e Região Autónoma dos Açores (48 dias).

Acabar com estigma

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alertou, entretanto, para o estigma que ainda existe associado à tuberculose e para a importância do trabalho em rede entre profissionais de saúde, associações de doentes e outras organizações para o contrariar.
Numa nota divulgada a propósito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala na sexta-feira, a SPP considera fundamental incentivar estas parcerias para melhorar as condições económicas e sociais, que funcionam como fator de risco.
Citadas no comunicado, Maria da Conceição Gomes e Joana Carvalho, da Comissão de Trabalho da Tuberculose da SPP, lembram que as estruturas da comunidade “complementam o SNS [Serviço Nacional de Saúde] e podem facilitar o seu acesso”, sublinhando que os dados mais recentes indicam um aumento de dias entre o aparecimento de sintomas e o diagnóstico, o que aumenta o risco de contágio.

Os autores do documento antecipam inclusive dificuldades nos próximos anos para atingir as metas da Organização Mundial de Saúde (OMS) na área da tuberculose, tendo em conta o atual contexto epidemiológico e socioeconómico.
A SPP lembra que, entre as razões da elevada demora atribuída ao paciente, estão fatores como ser estrangeiro e ser dependente de álcool.
“Quanto maior a demora no diagnóstico, mais aumenta a transmissibilidade do caso que ainda não foi tratado, e quanto mais tempo demora a ser tratado mais probabilidade tem de desenvolver doenças mais severas e tornar-se num caso mais difícil de tratar, o que pode levar até a mortalidade”, avisa.
Maria da Conceição Gomes e Joana Carvalho alertam igualmente para o facto de ainda existir no nosso país “um estigma da chamada peste branca que mata”.
“O nosso papel é apoiar o indivíduo e as organizações na sensibilização para o diagnóstico da doença e também para a elevada taxa de cura. Importa investir na literacia dos profissionais de saúde, dos cuidadores e dos doentes”, defendem.

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