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As doenças cerebrovasculares, os tumores e as do aparelho respiratório são das que mais matam na região de Viseu. A taxa de mortalidade do AVC é superior nos municípios da região Viseu Dão Lafões, em comparação com os concelhos que pertencem ao Douro; mas é no norte do distrito, por exemplo, que mais se morre por problemas relacionados com o consumo de álcool.
De acordo com o retrato da Saúde do Instituto Nacional de Estatística, relativamente ao ano de 2020 (últimos dados disponíveis), também as mortes por demência e perturbações mentais são mais elevadas na região do Douro.
Dentro do tipo de doenças com uma taxa de mortalidade mais elevada estão também os tumores, com destaque para o tumor no cólon com valores a rondar os 38,9 por cento a norte e os 33,7 a sul do distrito de Viseu. Aguiar da Beira (5%) é o concelho que apresenta uma maior taxa de mortalidade por tumores malignos, seguindo-se Vila Nova de Paiva (4,7%) e Resende (4,5%).
Ainda no quadro das doenças mais mortíferas, surge também a diabetes mellitus com maior incidência (43,6%) na zona do Douro, assim como as pneumonias também continuam a matar (43,6%) em todo o distrito.
Não é doença, mas também apresentam taxas elevadas de mortalidade. Falamos dos acidentes e as suas sequelas que em 2020 corresponderam a 44,8 por cento das mortes.
Esta sexta-feira assinala-se o Dia Mundial da Saúde que tem como tema “Saúde para todos”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai celebrar também o seu 75.º aniversário.
E no retrato da saúde que o INE publicou, há vários indicadores a ter em conta. As consultas médicas e os exames auxiliares de diagnóstico realizados em 2021, o segundo ano da pandemia de covid-19, atingiram valores superiores aos pré-pandemia.
Nesse ano, “registou-se uma recuperação nos atos assistenciais prestados em contexto hospitalar”, depois da atividade nestes estabelecimentos de saúde “ter sido fortemente afetada pelo contexto pandémico vivido em 2020”, refere o INE numa nova edição da publicação “Estatísticas da Saúde”, principalmente com indicadores de 2021, divulgada por ocasião do Dia Mundial de Saúde, que se assinala na sexta-feira.
No entanto, “os atendimentos em serviço de urgência, os internamentos e as cirurgias em bloco operatório, apesar de terem aumentado, não atingiram os valores registados em 2019”.
Os dados do INE mostram que a recuperação da atividade em 2021 ocorreu no setor público e no setor privado.
No caso dos hospitais públicos, registou-se um aumento em todas as vertentes, com destaque para as cirurgias em bloco operatório (+22,4%), enquanto nos hospitais privados as maiores subidas ocorreram nos “atos complementares de diagnóstico e/ou terapêutica (+27,2%), nos internamentos (+27%) e nas consultas externas (+22,7%).
Os principais prestadores de serviços de saúde continuaram a ser em 2021 os hospitais públicos ou em parceria público-privada, tendo assegurado 84,2% dos atendimentos em urgência, 72,1% das cirurgias em bloco operatório, 72,3% dos internamentos, 86,2% dos atos complementares de diagnóstico e/ou terapêutica e 63,2% das consultas médicas.
“O número de consultas médicas em meio hospitalar atingiu novo máximo” em 2021, quando se realizaram cerca de 21,3 milhões, mais 2,9 milhões (+15,8%) do que no ano anterior, reforço que “permitiu ultrapassar o número pré-pandemia covid-19 e alcançar o valor mais elevado do período iniciado em 1999”.
Em relação às urgências, em 2021 registaram-se mais 810,8 mil atendimentos, que atingiram um total de 6,5 milhões, dos quais 5,5 milhões nos hospitais do setor público.
A maioria dos atendimentos nos serviços de urgência dos hospitais foi assegurada pela urgência geral (78%), cabendo à Pediatria e à Obstetrícia 15,6% e 6,3% dos atendimentos, respetivamente.
Contam-se ainda mais 156,1 mil cirurgias em bloco operatório (num total de um milhão) e mais 22,6 mil pequenas cirurgias.
No ano em causa, existiam em Portugal 58.735 médicos e 80.238 enfermeiros, mais 2,7% e 2,9%, respetivamente, do que em 2020, o que representa 5,7 médicos e 7,8 enfermeiros por mil habitantes.
Segundo o INE, mais de metade da despesa corrente em saúde foi financiada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e pelos Serviços Regionais de Saúde das Regiões Autónomas (SRS).
Entre 2019 e 2021, o SNS e os SRS suportaram, em conjunto e em média, 55,4% do total da despesa corrente em saúde, tendo 29% da mesma, em média, ficado a cargo das famílias.