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A Cem Palcos estreia na quinta-feira “Um furo no tempo”, uma peça inspirada numa obra de Gil Vicente com interpretação de Graeme Pulleyn e Leonor Keil e que vai em digressão pelo concelho de Viseu, anunciou hoje a coletividade.
A partir da peça de teatro “Exortação da Guerra” (1514), escrita por Gil Vicente, e de histórias recolhidas pela coletividade Cem Palcos, durante uma residência artística na freguesia rural de Santos Êvos, em Viseu, nasceu o espetáculo “Um furo no tempo”.
Segundo uma nota de imprensa, a peça foi escrita por Raquel S. e conta com encenação de Graeme Pulleyn, que também é intérprete, assim como com a bailarina Leonor Keil, juntamente com membros da comunidade.
A criação musical é de Leonardo Outeiro e as marionetas de enVide neFelibata, da companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora, instalada no Fórum de Arte e Cultura de Espinho (FACE) e com sede no Município de Gondomar, distrito do Porto.
A peça de teatro “Um furo no tempo” nasceu de um conjunto de seis residências artísticas, que tiverem a direção de Ricardo Cabaça e que levou “seis escritores contemporâneos de diferentes gerações a passarem uma semana” em cada uma das freguesias do concelho de Viseu, que agora recebe o espetáculo.
Os dramaturgos “mergulharam na vida das aldeias” com passeios de trator, oficinas dos ofícios locais, conversas e caminhadas com guias locais, convívios e encontros com a comunidade para “cruzarem uma obra de Gil Vicente à sua escolha” e fazerem “nascer um texto original”.
Assim, “nasceram seis peças inéditas, todas num espírito bem vicentino, cheias de humor, crítica, sátira social e povoadas de personagens e referências das aldeias”, e das quais “foi eleita, em abril, pelas populações” das freguesias a de Raquel S..
Com estreia marcada para quinta-feira, em Santos Êvos, freguesia em que decorreu a residência artística de Raquel S., “Um furo no tempo” nasce do programa Diálogos da Cem Palcos que há sete anos promove encontros entre artistas e comunidades em freguesias rurais de Viseu.
Este é um trabalho teatral que “cruza cidade e campo, passado e presente” e “afirma a criação artística fora dos centros urbanos”, realçou a Cem Palcos, que vai percorrer o concelho de Viseu até 15 de agosto.
Assim, após a estreia em Remonde (Santos Êvos), a peça segue para Cavernães, Sanguinhedo de Côta (Côta); Figueiredo (São Pedro de France), Aviúges (Barreiros e Cepões), Ribafeita, Pinheiro (Santos Êvos) e Paradúça (Calde).