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Uma viseense na Dinamarca

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 Uma viseense na Dinamarca - Jornal do Centro
14.01.23
fotografia: Jornal do Centro
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 Uma viseense na Dinamarca - Jornal do Centro
14.01.23
Fotografia: Jornal do Centro
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 Uma viseense na Dinamarca - Jornal do Centro

Natural de São João de Lourosa, em Viseu, Susana Almeida mudou-se de malas e bagagens para a Dinamarca há nove anos. Chegou ao país nórdico a 1 de dezembro de 2013. Vive e trabalha na capital dinamarquesa Copenhaga.

“Aquando da conclusão do mestrado em Engenharia Química iniciei uma bolsa de investigação na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). Estava a terminar o meu contrato de investigação quando surgiu a oportunidade de começar o doutoramento da Universidade Técnica da Dinamarca (UTD) na Dinamarca”, começa por contar.

“Quando, em 2013, decidi sair de Portugal era com a expectativa de tirar o doutoramento e regressar a Portugal, por isso nessa altura não considero que tenha emigrado, mas sim saído do país para perseguir uma oportunidade académica. Fui ficando porque não me revejo no método de trabalho português, ou na sociedade laboral estratificada”, justifica.

Susana Almeida recorda que quando se candidatou ao mestrado não sabia bem que país escolher, até que viu a Dinamarca, tendo arriscado por terras escandinavas.

“Perguntei ao meu pai o que lhe parecia a ele e a resposta que obtive foi: `Não se ouve falar muito da Dinamarca, por isso só pode ser bom!´”, lembra.

“Candidatei-me e fui aceite. Depois voltei para Copenhaga para o doutoramento porque tinha gostado do país e da cultura, sentia que era um país em que podia ser valorizada”, refere.

Susana é atualmente engenheira de design de gasodutos e oleodutos na NOV, uma empresa relacionada com dutos flexíveis para a indústria do petróleo. Em Portugal trabalhava no ramo da engenharia química.

Como quando se mudou para a Dinamarca já conhecia o país, a mudança não custou, nem teve problemas de adaptação. Até o local de trabalho era o mesmo, onde tinha feito a tese de mestrado, estando familiarizada até com as pessoas.

“Continuo a achar que é um país encantador com pessoas sorridentes. Claro que os invernos não são agradáveis, são muito frios e escuros, mas depois disso vem um verão muito verde e cheio de luz”, salienta.

Susana garante ainda que não sofreu qualquer tipo de discriminação por ser oriunda de outra nação e explica que a Dinamarca “é um país muito recetivo a incluírem emigrantes na sociedade”. “Sabem que a língua é difícil e aceitam que seja difícil aprende-la, todos falam inglês e por aí nunca senti descriminação por ser estrangeira”, revela.

“O equilíbrio trabalho-família” é o que mais aprecia no país escandinavo. Em contraponto, não gosta dos “invernos com a sua escuridão”.

Por norma, visita Portugal com o marido, que é português, duas vezes por ano, no verão e no Natal. O regresso em definitivo não está em cima da mesa.

“Pensar em regressar faz parte de ser emigrante. Claro que gostaria de regressar, contudo, atualmente, não vejo que o meu país seja capaz de me oferecer as oportunidades laborais e familiares que a Dinamarca me oferece”, remata.

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