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A União dos Sindicatos de Viseu considera um “erro” a medida que, ainda não anunciada, poderá ser a que vai ser adoptada para para mitigar o encerramento no período noturno das urgências pediátricas e que passa por alargamento de horários nos centros de saúde.
“Assistimos novamente ao encerramento de serviços na região Dão-Lafões, desta vez, propondo uma solução sem rigor técnico, que visa unicamente, apaziguar a pressão social e o desagrado das populações. É inaceitável que se pretenda encerrar durante uma parte substancial do dia o serviço de urgência pediátrica da unidade local de saúde Viseu Dão-Lafões, criando como alternativa uma espécie de serviço de atendimento permanente, sem meios, sem recursos e sem profissionais nas unidades de saúde dos cuidados de saúde primários de Viseu”, alertam os dirigentes sindicalistas numa carta aberta onde exigem aos partidos políticos uma ação mais clara na defesa do SNS.
Para os subscritores da carta aberta, repetem-se “as mesmas opções e os mesmos erros”. “Mantém-se os mesmos argumentos e iguais soluções. Com instrumentos estrategicamente desenvolvidos e instituídos de liberalização das políticas de saúde, impõem uma carga horária acrescida aos enfermeiros destas unidades, enquanto se prepara simultaneamente, um pacote de despedimento de quase setenta profissionais precários”, criticam.
O conselho de administração da Unidade Local de Saúde Viseu Dão Lafões anunciou o encerramento das urgências pediátricas no período noturno a partir de 1 de junho, o que levou a uma contestação generalizada dos utentes que marcaram para esta data uma manifestação.
Na última semana, a ministra da Saúde esteve em Viseu e pediu um plano para mitigar a falta de meios nas urgências e o consequentemente encerramento à noite, plano esse que foi entregue na segunda-feira à tarde à Tutela, mas do qual não se sabe ainda qual a solução preconizada.
Uma das medidas mais faladas passará pela criação de uma urgência referenciada e alargamento da rede de cuidados primários, ou seja abertura dos centros de saúde para receber os casos que não sejam urgência aguda.
Situação que já está a gerar contestação entre os profissionais que admitem não ficar calados.
A falta de médicos e as decisões que estão a ser tomadas para mitigar este problema são, para a União de Sindicatos de Viseu, empurrar um problema estrutural.
“Sancionamos com claro repúdio, as opções políticas que têm sido tomadas: o subfinanciamento crónico e desinvestimento no SNS, a carência e precarização de profissionais, a diminuição da resposta às necessidades das populações, cujos encerramentos de serviços são a face mais gritantemente visível. Não conseguimos compreender, e sobretudo aceitar, que no respeito pelo constitucionalmente exigido se não reforce o SNS, rompendo com estes problemas estruturantes que o asfixiam”, lê-se na carta aberta.
Para os sindicalistas, o processo de reestruturação da rede de urgências e encerramento dos serviços de atendimento permanente (SAP), é um arquétipo. “Nos anos que precederam o seu encerramento, e pese as reiteradas denúncias públicas desta estrutura sindical, observou-se um desinvestimento inaceitável nestes serviços. Simultaneamente e numa dinâmica que se repete atualmente pérfida e tenazmente, foram estes serviços acusados de despesismo, desorganização e ingovernabilidade, levando inexoravelmente, ao seu encerramento”, lamenta a estrutura que tem marcada uma concentração para a manhã desta quarta-feira à porta do Hospital de Viseu.