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A Unidade de Saúde Familiar (USF) que vai abrir no início do próximo mês de dezembro na Rua das Bocas, no centro da cidade de Viseu, vai servir cerca de 7.500 utentes, a maioria deles sem médico de família avançou ao Jornal do Centro Rita Figueiredo, diretora do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Dão Lafões.
A valência tem estado envolta em polémica por estar pronta há um ano, sem que tenha ainda entrado em funcionamento. O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, não se tem calado nos últimos meses sobre o assunto, reivindicando a abertura da USF que representou um investimento municipal, com o apoio de fundos comunitários, de cerca de dois milhões de euros.
Segundo a diretora do ACES, Rita Figueiredo, há um ano que o serviço que lidera está a trabalhar na abertura da USF que se chamará Unidade de Saúde Familiar São Teotónio em homenagem ao padroeiro da diocese de Viseu.
“Quando soubemos que o edifício estava pronto montámos uma estratégia que passou pela criação de uma USF nova que desse resposta aos mais de quatro mil utentes sem médico de família na cidade”, explicou, acrescentando que Viseu tem tido “uma procura muito grande” das pessoas nos últimos anos.
Inicialmente estava prevista a deslocalização de outra USF para o edifício do século XVII, mas o ACES optou antes por criar uma nova unidade a pensar em quem não tinha médico de família.
A nova USF São Teotónio servirá estas quatro mil pessoas e outros 3.500 utentes, atendidos atualmente no Centro de Saúde Viseu III. No futuro, a unidade poderá vir a atender o dobro dos utentes (14 mil), ainda que o projeto inicial apontasse para os 18 mil doentes.
“Esta solução foi desenhada com a parceria de todos os serviços. Foram ouvidos todos os profissionais e a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC). Tivemos que fazer uma candidatura para abrir a USF”, adiantou Rita Figueiredo, sublinhando que abrir uma nova unidade “não é um processo simples”. “Este ano não parámos um minuto até abrir a unidade”, vincou.
A responsável disse ainda que o ACES “nunca teve diretamente envolvido no processo” de abertura da USF da Casa das Bocas, tendo o projeto sido desenvolvido entre a Câmara de Viseu e a ARSC. Revelou que o edifício, apesar de novo, “tinha alguns constrangimentos”, como salas pequenas. “Algumas coisas tiveram que ser resolvidas, como as infiltrações, que ocorreram com as últimas chuvas”, adiantou.
“Neste momento está tudo feito e pronto. O edifício já teve a autorização da proteção civil, tem as condições de segurança exigidas”, apontou.
A abertura oficial está prevista para o dia 7 de dezembro. Na USF São Teotónio trabalharão quatro médicos, cinco enfermeiros e quatro assistentes técnicos. O ACES espera que o Ministério da Saúde coloque mais um clínico na unidade.
“A solução que vamos implementar é aquela que cumpre os melhores objetivos, os nossos e da Câmara Municipal. Não é só a ocupação de um edifício, mas a criação de uma solução para uma cidade que está a crescer. Acreditamos que vai correr tudo bem”, concluiu Rita Figueiredo.