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Os utentes da Unidade de Saúde Familiar Lafões (Oliveira de Frades) queixam-se que estão sem médico de família há mais de um ano, após a reforma de um dos clínicos, e pedem uma solução definitiva. Neste momento, os cerca de 1700 doentes estão a ser assegurados por um médico contratado, mas que faz menos horas do que se estivesse no quadro desta unidade.
Contactada pelo Jornal do Centro, a diretora do Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES) Viseu Dão Lafões, Rita Figueiredo, confirmou que há a falta de um médico, mas espera que esta seja uma das vagas que venha a ser preenchida quando abrir o concurso de primeira época.
Segundo a responsável, a solução para os 1700 utentes passou pela contratação de um médico, uma vez que no concurso da segunda época ninguém concorreu a este lugar. Foram abertas quatro vagas, um para a Unidade de Lafões, mas não houve interessados.
Rita Figueiredo frisou ainda que o ACES pediu “várias” vagas, mas sabe que nem todas vão ser atribuídas. Ainda assim, espera que em Oliveira de Frades a situação venha a ser sanada. “Precisamos de médicos, às carências crónicas que já temos, sabemos que este ano há muitos médicos que se vão reformar”, alertou a responsável.
A falta de médico em Oliveira de Frades levou já o Partido Ecologista os Verdes (PEV) a interpelar o Ministério da Saúde. Numa carta aberta ao ministro Manuel Pizarro, o PEV questiona para quando está prevista a colocação de médicos nesta USF de forma a assegurar médico de família a todos os utentes, lembrando que o município de Oliveira de Frades é o segundo concelho do distrito de Viseu com mais população imigrante e que não encontra resposta no serviço de saúde local. “Muitos deles cidadãos que se encontram integrados nos serviços e unidades fabris da zona industrial”, lê-se na carta.
O PEV lembrou ainda que a falta de médicos é um problema estrutural, principalmente no interior do país, “cenário que não se perspetiva animador, antes pelo contrário, tenderá a agravar-se pois muitos médicos de família que iniciaram a atividade nos anos 80, estão prestes a entrar na idade da reforma”. “Os Verdes em novembro de 2021 exigiram do Governo respostas e medidas para a resolução deste problema estrutural sem que tivesse existido qualquer esclarecimento por parte do Ministério da Saúde”, lamentou o Partido.