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Várias escolas do distrito de Viseu encerradas devido à greve na administração pública

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 Várias escolas do distrito de Viseu encerradas devido à greve na administração pública - Jornal do Centro
17.05.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Várias escolas do distrito de Viseu encerradas devido à greve na administração pública - Jornal do Centro
17.05.24
Fotografia: Jornal do Centro
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 Várias escolas do distrito de Viseu encerradas devido à greve na administração pública - Jornal do Centro

A greve dos trabalhadores da administração pública, que teve início esta manhã de sexta-feira, levou já ao encerramento de várias escolas no distrito de Viseu. De acordo com as informações da União de Sindicatos, não há aulas em todo o concelho de Santa Comba Dão e vários estabelecimentos em outros concelhos estão encerrados. São os casos da EB 2,3 Grão Vasco, Escola Secundária Viriato, EB 1,2 João de Barros, EB 1 de Massorim, em Viseu, mas também a EB 2,3 de Cinfães e Penedono, a EB 2 de Vouzela e a EB 2,3 de Carregal do Sal. “O Agrupamento Azeredo Perdigão, em Viseu, está com praticamente tudo fechado”, acrescenta o sindicato.

A greve foi marcada pela Frente Comum de sindicatos da administração pública. Além das escolas, saúde, tribunais, Segurança Social e repartições de finanças são os setores mais afetados e a registar a maior adesão a esta greve.
No Hospital de Viseu, segundo a União dos Sindicatos, foram já adiadas três cirurgias e estão encerrados a patologia clínica e os exames especiais.

Este dia de greve foi marcado para permitir que os funcionários públicos se juntem à concentração marcada para o início desta tarde e que terá por destino o Ministério das Finanças, em Lisboa, com a Frente Comum a apontar para a participação de milhares de pessoas porque, sublinhou Sebastião Santana, os motivos para fazer greve e protestar aumentaram com a chegada do novo Governo e o conteúdo do seu programa.

“No dia em que soubemos que a tutela da administração pública ia ficar no Ministério das Finanças entregámos o nosso caderno reivindicativo e até agora não tivemos qualquer resposta”, afirmou o dirigente sindical, referindo que uma das prioridades deste caderno é um aumento intercalar dos salários em pelo menos 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador, “porque os trabalhadores não podem ficar sem qualquer aumento até 2025”.

Sebastião Santana precisou ainda que se no final de outubro, aquando da aprovação da proposta do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) havia razões para os trabalhadores fazerem greve, estas razões são agora ainda maiores porque “os problemas só se agudizaram”.
A par dos aumentos salariais, em que inclui a subida, durante o ano de 2024, para os 1.000 do salário mínimo no Estado, a Frente Comum reivindica ainda mudanças nas carreiras e no sistema de avaliação de desempenho, bem como de medidas de reforço dos serviços públicos.
Para Sebastião Santana, “nos serviços públicos o que se perspetiva é de abertura de portas ao setor privado” em setores como a saúde e a Segurança Social, ou seja, um “desfigurar absoluto da administração pública” que os trabalhadores não podem aceitar.

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