No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…
Seguimos caminho por Guimarães, berço de Portugal e guardiã de memórias antigas….
Natural de São Paulo, no Brasil, Gustavo Garcetti chegou a Portugal há três anos. Vive com a família em Viseu. Por causa da pandemia da covid-19 sente “em muitos aspetos” que acabou de “chegar”.
“No Brasil estava tudo muito sem graça. E era evidente que iria piorar. O meu filho queria estudar história medieval, ele e a minha esposa têm a nacionalidade [portuguesa] então decidi tentar uma mudança de ares”, conta o brasileiro de 61 anos.
No país natal Gustavo Garcetti era diretor de fotografia. Em Portugal, diz, ainda está à procura do seu espaço.
“Continuo a fotografar, mas para projetos menores e outros pessoais. Sou voluntário no Cine Clube o que me dá a oportunidade de conhecer pessoas e aprender o que elas sentem e falam sobre cinema”, adianta.
Gustavo garante que a mudança para solo europeu foi “muito tranquila”. Explica que gosta de “mudanças” e que esse processo é também “um exercício de desapego”.
“As pessoas que me são queridas, os livros e equipamentos não estão aqui e isto cobra uma atenção especial”, refere.
No nosso país sente-se semi-integrado. “O Brasil e Portugal são dois países com uma burocracia bastante singular. Lá eu sabia o caminho das pedras, aqui ainda caio e molho o traseiro”, afirma em jeito de lamento.
Em Viseu, aprecia o potencial da cidade e gostava de estar por cá quando ele “explodir”. Também gosta do clima, apesar das muitas críticas que vai ouvindo.
Pela negativa aponta a falta de transportes públicos. Considera “chocante” que Viseu não tenha comboio e critica a dependência dos cidadãos para com o carro.
A pandemia não o fez querer voltar a cruzar o Atlântico. Garante que nem “por um instante” pensou em regressar à terra natal.
“Mesmo no pior momento, as condições em Viseu sempre estiveram dentro de padrões aceitáveis. Comparando com o Brasil, aqui foi um santo refúgio”, defende.
Gustavo acrescente que “a sua terra” é onde está feliz. Hoje está contente por estar em Viseu, mas sustenta que o planeta “é demasiado grande” e ainda gostava “de conhecer vários lugares”.