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Vem aí o Mundial do Qatar. STOP à cerveja nos estádios e direitos humanos questionados

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 Vem aí o Mundial do Qatar. STOP à cerveja nos estádios e direitos humanos questionados - Jornal do Centro
18.11.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vem aí o Mundial do Qatar. STOP à cerveja nos estádios e direitos humanos questionados - Jornal do Centro
18.11.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Vem aí o Mundial do Qatar. STOP à cerveja nos estádios e direitos humanos questionados - Jornal do Centro

Começa este domingo o Mundial do Qatar. A maior prova de seleções do mundo acontece num país que tem praticamente a área do distrito de Beja. O Qatar tem uma área de 11 571 km², o distrito de Beja tem 10 263 km². De resto, o Qatar é mesmo o país mais pequeno a ser sede de campeonato do mundo.

Esta prova é uma das mais controversas da história devido às acusações de desrespeito pelos direitos humanos e pelo número de trabalhadores que morreram a trabalhar nos estádios de futebol para que a prova acontecesse. O jornal britânico The Guardian avança com o número de 6500 trabalhadores mortos por causa das condições de trabalho desde que a FIFA anunciou, em 2010, a escolha do Qatar para organizar o Mundial.

Portugal chega a esta prova em 9º lugar no ranking de seleções, mas a esperança lusa não deve esmorecer. É que nunca um líder do ranking FIFA à entrada para um Mundial se sagrou vencedor da prova. No caso, é o Brasil que está em primeiro lugar no ranking. Seguem-se Bélgica, Argentina, França e Inglaterra.

Numa prova realizada num calendário considerado excecional – já que habitualmente o Mundial acontece entre junho e julho – a FIFA permitiu que os selecionadores convocassem 26 jogadores para a prova, em vez dos habituais 23. No jogo, Fernando Santos e os restantes treinadores poderão fazer cinco substituições.

Quanto aos adeptos, para além de pagarem bem mais para assistir aos jogos e pernoitar no país comparativamente ao que aconteceu noutros eventos da mesma dimensão, terão algumas limitações. Uma das principais é a cerveja. O Qatar exigiu à FIFA que deixasse de vender cerveja nos estádios deste mundial.

Para além de criar um dilema à instituição maior do futebol mundial porque há parcerias estabelecidas, os adeptos não vão ter cerveja ao dispor, pelo menos como acontece fora do Qatar. O álcool não será vendido em supermercados e um litro de cerveja, que poderá ser comprada em hotéis e zonas de fãs, pode custar mais de 13 euros. Além disso, será impedida a venda de mais de duas cervejas ao mesmo tempo.

A música oficial do Mundial do Qatar é ‘Hayya Hayya (Better Together) do cantor americano Trinidad Cardona, por Davido, cantor nigeriano e pela cantora pop Aisha.

A bola que rolar nos estádios já tem nome: chama-se Ah Rihla. e a fabricante do esférico confia que seja a bola mais rápida e precisa dos campeonatos do mundo até agora.

32 países vão lutar pelo título mundial. Dentro de quatro anos, em 2026, serão 48 as seleções presentes. No total, vão ser realizados 80 jogos, no Qatar teremos 64 jogos. O primeiro é este domingo quando forem quatro da tarde em Portugal continental e vai opor o Catar e o Equador. O último da fase de grupos será jogado entre Sérvia e Suíça a 2 de dezembro de 2022.

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