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Viseu com todas as vagas preenchidas para médicos especialistas

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 Viseu com todas as vagas preenchidas para médicos especialistas - Jornal do Centro
15.12.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Viseu com todas as vagas preenchidas para médicos especialistas - Jornal do Centro
15.12.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Viseu com todas as vagas preenchidas para médicos especialistas - Jornal do Centro

As vagas para a colocação de médicos internos foram totalmente preenchidas na região de Viseu. Quarenta e seis profissionais foram contratados em todo o distrito segundo o modelo de escolha por formação especializada.

A garantia foi dada ao Jornal do Centro por fonte da Administração Central do Sistema de Saúde após o concurso ter sido encerrado no início deste mês de dezembro.

De acordo com o mapa de vagas publicado recentemente em Diário da República e a que o Jornal do Centro teve acesso, o Centro Hospitalar Tondela – Viseu tinha aberto 33 lugares para 20 especialidades. Seis dos especialistas eram destinados para a Medicina Interna e três para a Anestesiologia e a Pediatria.

Já para a Radiologia, a Cirurgia Geral, a Ginecologia e Obstetrícia e a Psiquiatria foram abertas duas vagas para cada especialidade.

Além destas áreas, novos médicos iam reforçar outras como a Reumatologia, a Cardiologia, a Gastrenterologia, a Hematologia Clínica, a Imunohemoterapia, a Medicina do Trabalho, a Medicina Física e de Reabilitação, a Medicina Intensiva, a Nefrologia, a Ortopedia, a Otorrinolaringologia, a Patologia Clínica e a Pneumologia.

Para todo o Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões foram atribuídas 12 vagas, das quais 10 para a Medicina Geral e Familiar.

Deste número, a USF Viseu Cidade foi a unidade de saúde familiar que mais abriu vagas com três médicos, seguida da USF Infante D. Henrique e da USF Tondela com dois.

Já as USF Lusitana e Viriato, em Viseu, e a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de S. Pedro do Sul abriram uma vaga cada uma.

Ainda para o Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões, foram abertas duas vagas para a Saúde Pública.

A norte, a USF Almedina, situada em Lamego e que faz parte integrante do ACES Douro Sul, abriu uma vaga que também ficou preenchida.

Cinquenta vagas ficaram por preencher no país

Em todo o país, estavam abertas mais de 1.930 vagas. Destas, cinquenta ficaram por preencher em especialidades como saúde pública, medicina interna, medicina geral e familiar, estomatologia, patologia clinica e imunohemoterapia.

Segundo a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), dos 2.260 médicos habilitados ao processo de escolhas de vaga para formação especializada, mais de 80% (1.871) foram colocados e 389 faltaram ou desistiram.

Numa informação enviada à agência Lusa, a ACSS acrescenta que uma das principais razões que justificaram as ausências se prende com “a intenção de mudança de especialidade ou local de formação” e que alguns dos médicos que integravam o processo atual realizaram a Prova Nacional de Acesso 2021 no passado dia 17 de novembro, adiando assim a escolha de especialidade para o final do próximo ano.

No processo de escolhas de vaga para formação especializada, integrado no procedimento concursal Internato Médico 2021 que decorreu entre 22 de novembro e 2 de dezembro, foram abertas 1.921 vagas para 2.260 médicos, refere a ACSS, acrescentando que, adicionalmente, foram abertas mais 18 vagas, destinadas a médicos militares.

“Ficaram por preencher 50 vagas, distribuídas pelas especialidades de estomatologia, imuno-hemoterapia, medicina geral e familiar, medicina interna, patologia clínica e saúde pública”, explica.

Os dados da ACSS indicam ainda que em 2021 tinham sido disponibilizadas 1.867 vagas, que foram ocupadas na totalidade, tal como tinha acontecido desde 2016.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considerou esta quarta-feira (15 de dezembro) que as 50 vagas que ficaram por preencher no internato médico “é inédito, desolador” e revela “a gravidade da situação” que o Serviço Nacional de Saúde atravessa, afirmando que “é urgente que a tutela vá ao encontro da expetativa dos médicos e dos portugueses, que pedem um SNS mais forte”.

“A Ordem dos Médicos identificou um número de capacidades formativas histórico, num grande esforço para ajudar o SNS a manter a sua joia da coroa: a formação. Mas o que fazemos não compensa a falta de condições de carreira, de projeto profissional e o desrespeito com que a tutela trata os médicos e os outros profissionais de saúde, empurrando-nos para fora do SNS”, afirmou em comunicado.

O bastonário considera que é “uma realidade muito triste” e diz temer que, “se o Ministério da Saúde nada fizer”, se entre “numa espiral negativa impossível de reverter”.

Em comunicado também hoje divulgado, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) considerou que a situação é “extremamente preocupante” e “coloca em causa alicerces do SNS”.

Ao problema do contingente de médicos sem formação especializada – sublinha – “acresce agora o problema destes médicos, que optam por não continuar a sua formação especializada no Serviço Nacional de Saúde, apesar de existirem capacidades formativas”.

A FNAM diz que uma das principais razões para esta situação é a “falta de condições de trabalho, transversal a todo o SNS”, que se reflete “na formação específica dos médicos”.

“Desde 2009, com a empresarialização dos hospitais e o início dos contratos individuais de trabalho, a desvalorização das carreiras médicas tem vindo a agravar-se, levando a que profissionais altamente qualificados abandonem o SNS, colocando em causa a formação dos novos médicos”, acrescenta.

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