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A necessidade de acolher todas as pessoas numa empresa e não excluir candidatos com base na idade ou na deficiência esteve em destaque num dos painéis desta manhã, na Conferência de Recursos Humanos que esta sexta-feira decorre na AIRV, em Viseu.
Marta Rodrigues, diretora do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Viseu e Andreia Monteiro, gestora de projetos de inovação e comunicação na Associação de Paralisia Cerebral de Viseu (APCV) defenderam o fim do preconceito na hora de contratar um trabalhador.
“O mercado de trabalho está preparado para o envelhecimento da população?”, questionou Marta Rodrigues. “Numa sociedade que envelhece rapidamente, continuar a ignorar o idadismo é pôr a cabeça na areia”, defendeu.
A presidente do IEFP de Viseu disse que, apesar de não ser tão falado como o racismo, o idadismo está presente na sociedade e precisa de ser combatido. “Os candidatos mais velhos costumam enfrentar alguns pré-julgamentos”, sustentou. “A realidade está a ser mudada, mas há preconceitos como a dificuldade de lidar com equipas mais jovens, o não comprometimento com a empresa, a dificuldade de adaptar-se às mudanças”, detalhou Marta Rodrigues.
“Temos de pensar em soluções para transformar os desafios em oportunidades”, apelou. “As empresas têm um papel determinante. A idade não pode ser um problema, mas ser parte da solução”, disse.
Marta Rodrigues defendeu que “valorizar a experiência dos profissionais seniores é parte da solução de muitos dos problemas das organizações atuais”. A presidente da IEPF reafirmou que sejam tomadas medidas no quadro empresarial. “É preciso encetar uma estratégia global que permitem combater o idadismo”, pediu.
O IEFP, referiu Marta Rodrigues, tem dado passos, através de medidas para combater o preconceito relativo à idade na hora de contratar. “Destaco a medida “Estágios ATIVAR,PT”, que normalmente é associada à inserção de jovens, mas tem outra parte que é a reconversão profissional, permitindo a reinserção de pessoas com mais de 45 anos, num determinado perfil”, explicou.
“O respeito pelas diferentes faixas etárias contribui para o sucesso das organizações”, rematou.
No painel dedicado às equipas inclusivas, também teve voz Andreia Monteiro, gestora de projetos de inovação da Associação de Paralisia Cerebral de Viseu (APCV). A responsável lembrou que as pessoas com deficiência “podem transformar a cultura organizacional” das empresas, porque “ao terem uma oportunidade única de demonstrar trabalho, fazem-no de forma empenhada, são extremamente produtivas”, exemplificou.
A gestora de projetos na APCV revelou que na associação foi dada voz “às pessoas com deficiência para nos dizerem o que falta para haver mais inclusão”.
“Compreendo que seja um desafio para as organizações focar-se na área da deficiência, mas por isso é que existem associações como a APCV, para apoiar”, afirmou.
Andreia Monteiro lembrou que “as acessibilidades vão muito além de uma rampa, de um elevador”. “Muitas vezes a falta de acessibilidade está na rua onde a pessoa com deficiência mora. Há pessoas que não conseguem ir autonomamente apanhar um autocarro, lamentou.
Eduardo Lopes, diretor de marketing e comunicação da empresa Multipessoal, também fez uma intervenção, lembrando que os candidatos avaliam empregos e empresas como produtos. “É fundamental que as empresas sejam autênticas e diferentes das milhares de ofertas de emprego”, realçou. “A primeira vez que um candidato vê a nossa marca é num anúncio de emprego e, logo aí, é preciso marcar a diferença”, explicou.
Durante a tarde desta sexta-feira serão ainda abordados os desafios e oportunidades da liderança sustentável e as experiências e desafios de um diretor de Recursos Humanos. A sessão de encerramento será feita por Fernando Mateus, diretor da AIRV.