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O Mercado 2 de Maio, em Viseu, não vai ter uma inauguração formal, mas pode brevemente ser usufruído pela população conforme as lojas forem abrindo, informou o presidente da Câmara que anunciou ainda que parte da programação de Natal passa por este espaço com o concerto de Áurea, a 23 de Dezembro, a marcar o calendário.
Fernando Ruas disse ainda que houve 31 propostas para as oitos lojas que foram colocadas em hasta pública para serem ocupadas por negócios ligados à restauração, seis das quais foram já entregues com rendas entre os 1200 e os 250 euros.
Para esta praça, o autarca espera que venha a ter eventos de qualidade.
“Quero eventos de qualidade no Mercado. A Áurea já está comprometida para dia 23 de dezembro e será o primeiro grande concerto a realizar-se lá, mas a ideia é manter o nível no espaço”, admitiu Fernando Ruas.
O presidente do município assumiu que “a inauguração não será feita com pompa, nem nenhuma grande cerimónia” de abertura.
“Gostava mesmo muito de ver ali uma jovem que canta maravilhosamente bem e que acho que se adequa ao espaço, que é a Sofia Escobar. Mas não há nada ainda, é só porque acho que é o tipo de concerto que se adequa àquele espaço”, defendeu.
Nesse sentido, admitiu que “para o início do espaço aberto ao público, o Mercado deveria receber espetáculos de grande qualidade, porque é o que se adequa ao espaço que é um local simpático de estar e até a luminosidade é agradável, é como estar na praia de óculos escuros”.
“Não haverá muitos espaços com estas condições, aquilo é um ‘Rolls Royce’ e por isso temos de explorar aquilo da melhor maneira. A presença da Áurea é precisamente porque temos aquele espaço já disponível”, reconheceu.
Já das oito lojas existentes no espaço destinadas à restauração, “após uma hasta pública de arrendamento, seis já foram adjudicadas e agora cada uma delas abre quando estiver pronta, o município não faz questão de que abram todas ao mesmo tempo”.
Fernando Ruas alertou que “algumas são mais caras” do que outras, “mas as pessoas mostraram a sua preferência por cada loja, oferecendo montantes”.
“O valor máximo da renda é de 1.200 euros e o valor mínimo é de 250” euros.
Fernando Ruas justificou aos jornalistas que “o espaço poder ser aberto ao público, mesmo com alguém ainda a acabar a loja ou a arrumar as coisas” e adiantou que “já lá está material das esplanadas”.
A requalificação do Mercado 2 de Maio foi um projeto de Almeida Henriques (PSD), antecessor de Fernando Ruas, que, no início de 2021, motivou a contestação de dirigentes culturais, historiadores e arquitetos de vários pontos do país.
Numa carta aberta, os signatários consideravam que o projeto de cobertura constituía “um grave e inadmissível atentado patrimonial e urbanístico”, referindo que, “num desrespeito despudorado pelo trabalho autoral e pelo património da cidade”, o executivo camarário “ignorou os arquitetos Álvaro Siza e António Madureira, autores do projeto executado nos anos 90 do século XX”.
Aquele espaço foi inaugurado em maio de 1879 e sofreu alterações em 1914 e nas décadas de 20, 40, 70 e 90. A mais polémica ocorreu entre 2000 e 2002, quando deixou de ter a utilização de mercado municipal.
A obra, que contempla a cobertura para utilização 12 meses por ano, a reabilitação de lojas e respetivos telhados e a instalação de sistema de climatização, representava inicialmente um investimento global de 4,3 milhões de euros.