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Uma mulher residente em Cavernães queixa-se de já ter sido agredida várias vezes por um vizinho, e aguarda uma resposta por parte das autoridades. O homem, com 66 anos, reside na casa em frente à da vítima, e tem assutado as pessoas que vivem naquela zona.
Além de ter sido agredida, o carro da mulher, assim como a casa, foram vandalizados. A vítima descreve ainda que o carro ficou com os vidros partidos, o que obrigou a proprietária a ter de estacionar mais longe de casa. A mulher relata ainda que foi agredida com uma pá de obras e que foi apedrejada na cabeça, agressão que lhe valeu uma ida ao serviço de urgências do Hospital de Viseu.
O homem ameaça-a de morte e insulta-a, o que, conta a vítima, tem tornado a sua vida e do marido “num autêntico inferno”. O suspeito terá também atirado várias vezes objetos, da janela de sua casa, até à casa da vítima, com o objetivo de a atingir. O seu maior receio, contou a mulher, é que volte a ser agredida ou mesmo morta enquanto aguarda que as instituições com as devidas competências nesta situação intervenham. Além da vítima, várias pessoas que residem na mesma zona que o homem receiam constantemente alguma comportamento agressivo por parte do mesmo.
O caso já chegou às autoridades, com várias queixas apresentadas pelo casal. Contactada pelo Jornal do Centro, a Guarda Nacional Republicana confirmou as denúncias e explicou que já foi reforçado o patrulhamento na zona de Cavernães.
“Já tivemos conhecimento das queixas, e os quatro processos já foram remetidos para o Ministério Público. Realizámos inclusive um relatório para que os quatro processos fossem considerados em conjunto e não de forma individual, e aguardamos as primeiras orientações do Ministério Público. Além disso, estamos a colaborar com as autoridades de saúde para avaliar o estado psíquico do indivíduo”, explicou fonte da GNR.
Contactado pelo Jornal do Centro, o presidente da Junta de Freguesia de Cavernães, António Rego, contou que o homem tem um problema relacionado com o consumo de álcool, que vive sozinho e que já chegou, inclusive, a ser condenado a prisão domiciliária. “A mulher em tempos acusou-o de violência doméstica, usou pulseira eletrónica e os filhos viraram-lhe um pouco as costas. Não tem emprego porque a condição alcoólica não é sustentável”, explicou o presidente da junta. “Uma coisa juntou-se à outra e resultou na degradação do próprio ser humano.”
António Rego espera que o homem possa ser internado, e que obtenha ajuda para o problema de alcoolismo. “Está tudo participado à GNR e ao Ministério Público, que está a tentar resolver se ele vai ser internado compulsivamente, porque tem de ser o juiz a decretar, mesmo que ele não queira, para ter um tratamento para o álcool.”