Weathered stone chapel with arched doorway and red-tiled roof, in a sunny courtyard.
Panel discussion at a charity/event inside a fire station, with a red fire truck behind and banners on the table centerpiece.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Viseu recebe manifestação antirracista este sábado

Poster featuring a young woman with bold white text: 'A prevenção começa em si. Prepare-se e proteja-se dos incêndios rurais.' Promotes rural fire safety with logos at the bottom.
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fotografia: Jornal do Centro
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23.02.24
Fotografia: Jornal do Centro
Public safety poster featuring a man in a plaid shirt; text reads 'A PREVENÇÃO COMEÇA EM SI. SAIBA COMO SE PROTEGER DOS INCÊNDIOS' with logos at the bottom.
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 Viseu recebe manifestação antirracista este sábado

Viseu é uma das cidades que recebem este sábado (24 de fevereiro) manifestações contra o racismo, a xenofobia e o fascismo em todo o país. A Plataforma Já Marchavas vai dinamizar a iniciativa em Viseu, tendo lugar no Parque Aquilino Ribeiro a partir das 15h00.

A ação é promovida a nível nacional por um grupo de 64 coletivos que reclamam um país e um mundo mais inclusivos e interculturais.

Segundo o Grupo de Ação Conjunta Contra o Racismo, esta organização está a convocar “todas as pessoas que acreditam na democracia para uma grande manifestação nacional de luta contra o racismo” em Braga, Coimbra, Faro, Guimarães, Lisboa, Portalegre, Porto e Viseu.

“Numa altura em que o racismo, a xenofobia e a extrema-direita ganham terreno, não só em Portugal como em toda a Europa e a nível mundial, é urgente sair à rua e mostrar a nossa força para exigir propostas e ações significativas, concretas e eficazes para combater o racismo estrutural e institucional patente na sociedade portuguesa”, lê-se no texto divulgado pelo grupo.

Os organizadores justificam a iniciativa como forma de mostrar que não se conformam com a indiferença, a inércia e o desrespeito pelas conquistas do 25 de Abril, “de tantas pessoas que deram a sua vida para deixar para trás a ditadura que a extrema-direita quer recuperar”.

“A liberdade e a igualdade são os valores que nos movem na defesa da democracia! O silêncio das instituições e? cu?mplice. Na?o o acompanharemos nem o legitimaremos!”, referem.

Sobre esse silêncio, explicam que no dia 27 de janeiro enviaram uma carta aberta a várias entidades públicas, assinada por 8 474 pessoas, que pedia que fosse proibida a marcha de movimentos de extrema-direita contra a alegada islamização da Europa, e que aconteceu em 3 de fevereiro.

“A carta não obteve resposta de nenhuma das entidades destinatárias, revelando um desprezo total pelo apelo feito, abrindo caminho para a prática de crimes pelas ruas de Lisboa, testemunhados por um país inteiro, sem que as autoridades fizessem cumprir a lei”, criticam.

Defendem, por isso, que “é urgente” que todas as forças políticas democráticas assumam publicamente compromissos muito claros para combater o racismo, a xenofobia e a islamofobia, que “afetam diretamente a vida das pessoas racializadas e comunidades imigrantes, sempre mais vulneráveis no que respeita ao acesso a direitos básicos como a habitação, saúde, educação, transportes, justiça, cultura e informação”.

“É urgente dar um sinal inequívoco e público de que recusamos conviver em Portugal com organizações políticas e sociais de extrema-direita, racistas, xenófobas, islamofóbicas e homofóbicas, que as mesmas são inaceitáveis, antidemocráticas e ilegais, porque contrárias à Constituição da República Portuguesa e ao artigo 240.º do Código Penal”, referem.

Alertam ainda que a negação da realidade e a “inércia sistemática” sa?o terreno fe?rtil para a impunidade dos atos de racismo e de xenofobia.

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