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Dois projetos distintos inseridos na programação da companhia CEM Palcos estão em apresentação esta semana no concelho de Viseu. “Bufarinheira”, uma criação de Filipa Fróis e Joana Gomes Martins no âmbito do programa Diálogos com Gil Vicente, continua o seu percurso pelas freguesias participantes. Em paralelo, “Atrito”, uma produção de jovens artistas com o apoio do Primeiro Andar – Teatro Jovem, estreia esta quinta-feira, 24 de julho, no Círculo de Criação Contemporânea de Viseu.
“Bufarinheira” resulta de um “processo de criação baseado em Assembleias de Memórias” realizadas nas freguesias de Barreiros e Cepões, Calde, Cavernães, Côta, Ribafeita, Santos Êvos e São Pedro de France. Trata-se de uma peça inspirada nas vendas ambulantes típicas da região e no universo dramático de Gil Vicente.
Além disso, a peça parte também de excertos de ‘Auto da Feira’, ‘Quem tem farelos?’ e de ‘O Barbeiro de Sevilha’, de Gioachino Rossini. A organização descreve a criação como “simultaneamente um apelo à preservação de memórias, e também um espaço de questionamento de práticas e hábitos, através destas personagens vindas de outras paragens, estrangeiras, que, com a sua ‘corda’, ligam pessoas e lugares”.
Segundo as criadoras, “a bufarinheira vende à bufarinheira. A bufarinheira difunde, freguesias adentro, numa bicicleta com vagão e um sentido de missão”.
Depois de um primeiro ciclo de apresentações na semana passada, o espetáculo volta esta sexta-feira, 25 de julho, pelas 21h30, ao Largo no fundo de Várzea de Calde. No sábado, 26 de julho, a apresentação decorre na Igreja Matriz de Ribafeita, e no domingo, dia 27, no Largo da Carvalha, em Nogueira de Côta, sempre à mesma hora.
Além das atuações, os locais recebem também uma “exposição retrospectiva” que “contextualiza o trabalho desenvolvido por 14 duplas de artistas, ao longo de cinco edições”, segundo a organização. Em termos de acessibilidade, é possível solicitar ou oferecer transporte através de um formulário de reservas: “Juntos, tornamos o projeto ‘Diálogos’ mais acessível e sustentável”.
A peça tem classificação etária para maiores de 6 anos e conta com direção artística de Graeme Pulleyn, desenho de luz de Zé Dalight e imagem de Luís Belo. A produção tem financiamento da DGArtes e da Eixo Cultura – Município de Viseu, com o apoio das juntas de freguesia envolvidas.
Jovens artistas exploram o conflito em “Atrito”
Ainda esta quinta-feira, 24 de julho, são apresentadas duas sessões esgotadas do espetáculo “Atrito”, às 18h00 e 21h00, no Círculo de Criação Contemporânea de Viseu – Polo 1. A criação é assinada por Clara Pulleyn, Maria Eduarda Cardoso, Maria Inês Pinho e Rodrigo Sá, e é fruto de uma parceria entre a estrutura Comichão na Nuca e o Primeiro Andar – Teatro Jovem, com apoio da CEM Palcos.
“Atrito” propõe uma reflexão em torno do conceito de conflito, através de “um cruzamento de palavras, silêncios, imagens, música e corpos”. Segundo a sinopse, “os cinco jovens que dão vida a esta peça procuram partilhar as suas interpretações da palavra ‘Conflito’, expor as suas inquietações em relação ao mundo onde vivemos e questionar se o conflito é simplesmente mau ou apenas um reflexo das escolhas do ser humano”.
De acordo com os criadores, “o atrito é uma força que se opõe ao movimento de uma superfície em relação a outra, com a qual está em contacto”, e acrescentam que “sem atrito não éramos capazes de dar um passo em frente”.
A encenação conta com interpretação de Clara Pulleyn, Leonor Costa, Maria Eduarda Cardoso, Maria Inês Pinho e Rodrigo Sá. A cenografia e figurinos são concebidos por Clara Pulleyn e Maria Inês Pinho, com consultoria artística de Graeme Pulleyn. A classificação etária é para maiores de 12 anos.
Ambos os projetos integram a programação mais recente da companhia CEM Palcos, com destaque para o envolvimento direto da comunidade e de jovens criadores nos processos artísticos desenvolvidos no território de Viseu.